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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Novos Tempos? Revista católica, Vida Pastoral lança edição falando sobre respeito à homossexualidade com base no amor.

Não há dúvidas que o Catolicismo vem mudando, e rapidamente, o jeito de abordar a homossexualidade, dentro e fora da igreja.
Quando Para Francisco foi eleito pelo colegiado de Cardeais para comandar a Igreja Católica, havia em todos os veículos de comunicação, inclusive nós, a tensão de que seria mais um Papa que deveria entrar na luta contra a liberdade de expressão e direitos da população LGBT. Estávamos enganados...
A caminho de Roma, logo após as comemorações da Jornada da Juventude no Rio de Janeiro, o Papa deu uma entrevista de 90 minutos a repórteres. Uma das perguntas era exatamente sobre a homossexualidade, e foi a primeira vez que Francisco falou sobre o assunto. Na ocasião, disse que, "Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados à sociedade..." Veja a matéria AQUI.
Outra surpresa, e bem vinda, foi a publicação de uma carta oficial da Arquidiocese de São Paulo apoiando a luta por direitos e se mostrando não só preocupada, mas também atenta a violências praticadas por homofobia em São Paulo e no Brasil. Na carta, a entidade dizia não poder mais se calar diante dos fatos e da realidade da população LGBT. Veja a matéria AQUI



Nesta semana a conceituada revista Vida Pastoral, vinculada à editora católica Paulus anunciou a próxima edição que trará artigos principais sobre a fé cristã e a sexualidade homoafetiva. 
A edição traz a discussão sobre as " questões de ética sexual (1975)", a "Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais (1986)". Nesses documentos, Pe. José A. Trasferetti; Pe. Ronaldo Zacharias fazem uma releitura e uma interpretação dos documentos católicos que falam sobre o que chamam de "prática homossexual". É visto basicamente a condenação e a rejeição de homossexuais quanto a religião e a fé cristã, talvez algo a se considerar seria também a época em que os textos foram publicados. 
Já no documento "Catecismo da Igreja Católica (1992)", a igreja começa a mudar de forma tímida o olhar do dogma e do fundamento cristão. Onde antes até a declinação homossexual era combatida, agora a carta diz, "Quanto às pessoas homossexuais, elas devem ser acolhidas “com respeito, compaixão e delicadeza” (…); deve-se evitar para com elas “todo sinal de discriminação injusta” (…); “são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida..."
No fim da edição, os Padres compilam os documentos e chamam a atenção da sociedade para que a homossexualidade não seja só vista religiosamente, mas de uma forma geral, socialmente. Mais do que isso, chamam os cristãos a viver no amor, pelo amor e com amor. Assim escrevem; 
"...Apesar do rigor doutrinal dos documentos do Magistério, é possível construir uma ação pastoral cujo mote central seja o acolhimento amoroso e o combate ao preconceito moral e à violência social contra as pessoas homossexuais."
"O amor pode ser assumido como o sentido de todo projeto de vida e, até mesmo, como o projeto de vida por excelência. E isso não é prerrogativa exclusiva das pessoas heterossexuais!"

Na conclusão dos textos, de forma clara e objetiva, os Padres perguntam, "Não seria hora de pensarmos numa “teologia da cidadania homossexual” que encontre ressonância nos documentos do Magistério, uma vez que a solicitude pastoral está contemplada no amor e no combate à violência? Pessoas homossexuais devem ser tratadas com respeito e dignidade."
Além disso, é claro o empenho que se pede contra a violência por consequência da orientação sexual e as injustiças sociais.

Vocês podem e DEVEM ( rsrs ) conferir o documento clicando AQUI

Sinceramente, não sabemos a proporção e os objetivos que essas mudanças nos trarão em um futuro longo ou tão próximo, mas ver que a Igreja Católica que ainda move milhões de pessoas no mundo está redigindo sua história, se debruçando a entender e caminhar junto à realidade e ao tempo que está é uma grande vitória.
Não de quem ainda prefira criticar o catolicismo por suas atrocidades históricas, mas antes um dogma revisto que uma mente vazia como a de muitos protestantes, principalmente no Brasil, que estão cada vez mais alienados na "cura" da homossexualidade e empenhados a nos manter com minorias e em guetos. 
Por Erik


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Chega aos cinemas, "Hoje Quero Voltar Sozinho".



"Leonardo é um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca de seu lugar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio. Porém a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leonardo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo."

 O filme, vencedor de uma comprida lista de prêmios desde o curta em 2010, fala de um garoto cego que aos poucos se apaixona por um amigo da escola. No enredo, uma amiga, uma mãe protetora e um mundo no escuro que deverá proporcionar muita emoção a quem assistir. Visto apenas o curta, creio que o filme nos mostra o que é ver além dos nossos olhos e sentir mais que o coração possa ensinar. Umas das frases mais bonitas que o filme transmite é que "Nem todo amor acontece a primeira vista".
"Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho" têm eu seu histórico como vencedor no 3º Festival Paulínia de Cinema, Festival Internacional de curtas-metragens de São Paulo, Festival do Rio 201010ª Goiânia Mostra Curtas, Close - Festival da Diversidade Sexual entre outras centenas. Neste ano, o longa ganhou o prêmio da Firepresci (Federação da Crítica Internacional) na seção Panorama do Festival de Berlim e ficou em segundo lugar na escolha do público do Festival de Berlim 2014.

Fica ai a dica para os apaixonados e a todos que querem se apaixonar por Léo ( Ghilherme Lobo ) , Giovana ( Tess Amorim ) e Gabriel ( Fabio Audi ). Já que em Dublin não está previsto lançamento ( crying ), esperamos que o filme faça um sucesso inestimável!




Por Erik
Assista o Trailer Oficial do filme aqui:


E para você que ainda não viu o curta, segue o vídeo também :)



sábado, 7 de abril de 2012

Gays afeminados. Um Tabu ?

Tenho participado de algumas discussões no Facebook e grupos sobre um tema delicado, gays afeminados. Dentre as várias opiniões que tenho lido, algumas tratam o caso como vergonha, outros são categóricos, "gays devem ser homens e pronto", ou ainda mais profundo e preconceituoso vindo da mesma comunidade gay, "é um nojo ter esse comportamento".
Afinal, como deveríamos abordar esse assunto? Com a ignorância que a sociedade aborda a homossexualidade ou tentar entender essa parcela de nossa população que são tratados como estereótipos (imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade.) pela própria comunidade.
Kurt Hummel - Glee
Parto do princípio que se somos homossexuais sem escolha, independentes se seja um fator biológico, espiritual ou até desconhecido, como podemos julgar os gays que levam no seu dia a dia o preconceito de ter uma voz mais fina, trejeitos e gostos afeminados? Sendo esse comportamento tão vergonhoso, o porquê tantas pessoas em todos os cantos costumam ter em si essa personalidade? Talvez porque não tenham escolha da mesma forma que as transexuais costumam ter o comportamento tão feminino que assumem sua verdadeira posição de mulher.
Emmett Honeycutt - Queer As Folk
Concordo que há certos excessos e até uma banalização desse comportamento, e na maioria das vezes como já postei aqui, nos deparamos com aquela vergonha alheia. Para isso também peço reflexão, pois não seria uma forma dessas pessoas se colocarem a frente de todo o preconceito e questionamentos?



Faço esse post porque me revolta o preconceito dentro dessa mesma minoria. Travestis, gays, lésbicas que a todo o momento estão além de tentando ganhar mais espaço que o outro, sempre aponta nas suas lutas individuais o que acham ser mais importante. A sopa de letrinhas LGBT sendo disputada no tapa quando todos deveriam estar unidos em pró de um só objetivo.
Também tive motivação depois do "Crô" (personagem gay da novela "Fina Estampa" 2012). O personagem não fugiu da nossa realidade a além disso tratou dos dois tópicos que chamei a atenção aqui. Mostrou o comportamento de um gay afeminado, que além de natural tinha um "Q" de exagero, e não é de se estranhar que ele fez tanto sucesso, haja ver que as pessoas que assistiram a trama se identificaram com o mesmo. Em cada esquina há um gay com trejeitos "Crô", todos temos conhecidos ou amigos com as mesmas características e isso faz parte da diversidade sexual.

Enfim, o respeito é essencial e a compreensão obrigatória. Os excessos devem ser controlados e os modos vigiados.
O que não podemos deixar para trás é o dever de lutar pela DIVERSIDADE SEXUAL. Lutar por gays, bissexuais, lésbicas, travestis, trans-homens e trans-mulheres, gays afeminados e lésbicas masculinas.

"Numa só direção
Temos um só coração
Não temos mais medo algum
Você vai conseguir
A coragem pra seguir
Então vai descobrir
Somos um!” 


Por Erik

terça-feira, 4 de outubro de 2011

É hora de acordar. Saia do armário gay!


- Ele falou que a gente não valia nada, que éramos duas bichas loucas. E que deveríamos morrer e transmitir doenças para a humanidade. Atravessamos a rua e eles vieram atrás - conta Marcos Villa. O casal então foi agredido na porta de um restaurante.
Villa teve ferimentos na nuca e nas coxas. O seu companheiro, de 30 anos, que não quis se identificar, teve a perna quebrada a pontapés e o lábio cortado.
- Quando ele falou que eu tinha que morrer, comecei a gritar, pedindo ajuda. Ele veio para cima de mim, me deu um murro na boca e eu caí no chão, bati a cabeça. Ele começou a chutar o meu corpo e eu 'apaguei' . Eu quero Justiça, eu quero a identificação deles. Há câmeras na rua - conta a vítima.
Marcos Villa achou que o companheiro tinha morrido.
- Entrei em desespero. Estamos juntos há quatro anos e meio. É a minha família, a minha vida, achei que tinham matado meu companheiro - diz Villa.

Esse é o mais novo relato de violência contra homossexuais acontecido aqui em São Paulo, na região da Av. Paulista.
Para você que mora fora de são Paulo, entenda que a cidade abriga dezenas de grupos e com ideologias diferentes espalhados principalmente na região central, inclusive skinheads.
Embora tenhamos a cultura de jogar no colo de nossos governantes a responsabilidade de praticamente tudo que acontece de negativo, atribuo parte dessa perseguição e força dos grupos anti gays a nós mesmos, gays.
Observo que a maioria dos homossexuais ( sem generalizar, é claro) costumam viver somente na parte da noite,como se não houvesse no seu dia a dia, os problemas sociais, a política, a violência e perseguição contra sua própria orientação sexual.
Nada em nosso país se faz sem mobilização, particiapação e ações realmente efetivas que se transforme em projetos sólidos e realizáveis. O que falta para essa "minoria" LGBT é a organização, união, falta de vergonha na cara para sair nas ruas e reconhecer que não vamos avançar se não houver participação e iniciativas pró LGBT, essas que só nós podemos desencadear.
Hoje temos uma minístra de Direitos Humanos omissa e que pouco participa da realidade LGBT a qual estamos vivendo. Um realidade aliás, vivida em todo o mundo e não somente no Brasil.
Temos sim um governo que não está avançando nos direitos LGBT, trocando nossas cabeças para salvar a pele de amigos e velhos conpanhanheiros e, temos uma população atrasada e muito influenciada pela religiosidade levando o assunto LGBT a ferro e fogo como se fossemos algo demoníaco.
É exatamente por isso que mais do que nunca a população gay precisa sair do armário, desse estado inerte de luta pela liberdade de ir e vir, de sermos o que realmente somos.

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”
Bezerra de Menezes

Por Erik

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Musical: Cenas Obscenas



O espetáculo "cenas Obscenas" está de volta, depois de todo o sucesso em 2009! 
Inspirado em cabaret's alemães dos anos 30 o musical conta a história de vida de uma bailarina que se prostituiu e um cantor transexual, que sofrem preconceitos e disputam seus talentos e amores. Criando assim um grande cenas de beleza, humor, violência, e ainda desperta a polêmica do preconceito, discriminação e a homofobia e todos os seus resultados de violência na sociedade machista.


Direção Geral: Ronaldo Gutierrez
Codireção: Thiago Catelani, 
Direção Musical: Glau Gurgel
Assistentes Coreográficos: Beth Pelegrini e Demerson Campos
Produção Executiva: Eliane Pimenta
Produção Thiago Catelani, Assist. de Produção Claudia Abude.




No piano Kleber Saraiva.
Com André Rodrigues, Beth, Pelegrini, Danniel Navarro, Demerson Campos, Glau Gurgel, Leandro Rocha, Felipe Catão, Gustavo Malheiros, Murilo Durigan, Rodrigo Cabrera, Isaac Medeiros e Kleber Saraiva – piano.



Vale muito a pena conferir esse grande espetáculo meus queridos leitores. O PLANETA G apoia e indica!


Quando?
Dias 09 e 16 de outubro no Carioca Club - 20 horas




Onde Comprar?

Compre já seu ingresso (www.ingressorapido.com.br)
Preço promocional: R$ 40,00
e reserve seu camarote (www.cariocaclub.com.br)

Plus?
Após o espetáculo (21:30 h) Pista ao som dos melhores DJs de música eletrônica:
09/10 DJ Jr. Loppez (Table)
16/10 DJ Fabio Lima
Participação DJ Phoenix   






Por Erik

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Mantenha a cabeça erguida que você chega longe". - Garoto de suicida após assumir homossexualidade.





O que eu tenho que fazer para que me escutem?", escreveu. Em uma de suas últimas mensagens, Jamey disse ter vontade de reencontrar a bisavó, que morreu recentemente, e fez um agradecimento à cantora Lady Gaga. Logo depois, foi encontrado morto do lado de fora da sua casa.

Mesmo com todo o sofrimento, Rodemeyer ansiava por um mundo melhor e menos preconceituoso. No vídeo que postou quatro meses antes de morrer, intitulado "As coisas melhoram! Eu prometo!", ele deixa uma mensagem otimista: "Mantenha a cabeça erguida que você chega longe".
Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/jovem-que-assumiu-homossexualidade-pelo-youtube-se-suicida-8-1-57-123.html




O americano Jamey Rodemeyer, de 14 anos não cansou de alertar aos que lhe rodeavam que sofria o tão conhecido e perigoso bullying na escola. A falta de acompanhamento da escola e atenção da família resultou no siucidio de um garoto inocente e que mal teve tempo de tentar viver.
Em um vídeo postado no YouTube no dia 04 de Maio, o garoto assumi sua homossexualidade e cria um blog onde posta em forma de denúncia as injúrias sofridas na escola.
Esse caso acontecido no Estados Unidos não é isolado e deve acontecer no mundo todo, mas de forma silenciosa, o que não nos permite ter números ou casos para comentar.
Lutar e investir em ações contra o bullying nas escolas e ambientes sociais devem ser cada vez mais presentes no dia a dia de Ongs, grupos e ativistas LGBT, pois esse mal atinge na maioria das vezes jovens que sofrem de uma constante pressão por consequência de sua orientação sexual.



Por Erik

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Em pesquisa contraditória, Vitória é a mais e a menos homofóbica do País.

 Uma pesquisa divulgada hoje pela UNESCO, mostra que em Vitória 47,9% dos professores declaram não saber como abordar os temas relativos à homossexualidade em sala de aula. Além disso, 44% dos estudantes do sexo masculino de Vitória não gostariam de ter colegas de classe homossexuais, a pesquisa foi realizada com jovens estudantes e professores da Capital.
Embora esses números mostrem completa diferença entre o dado que vou apresentar abaixo, não se pode desconsiderar a falta de preparo dos profissionais da educação em tratar assuntos como homossexualidade, crenças, preconceitos contra negros e nordestinos, assuntos esses  delicados de se tratar, pois tratam de assuntos educados em casa.
No caso da homossexualidade o professor deve ser qualificado pelos órgãos públicos para que ao tocarem no assunto, não aparentem estar induzindo ninguém, e se prepararem para futuros interrogatórios de pais e da família em geral.
Outros números apresentados junto com a pesquisa da Unesco, o Professor Elias Mugrabi ministrou outra pesquisa, exclusivamente com alunos e professores da rede municipal de ensino de Vitória e encontrou dados que mostram mudança no perfil de alunos e docentes. 
 Enquanto a pesquisa da Unesco aponta Vitória como a capital mais homofóbica do País, a do professor Elias Mugrabi constatou que 77% dos entrevistados na rede municipal aceitariam colegas homossexuais, a pesquisa constatou que 71% dos estudantes aceitariam fazer trabalhos escolares com um colega homossexual.
qual dos dados estão corretos, é difícil responder, mas que os resultados são importantes e com suas devidas importâncias, isso sem dúvida. 

Gostaria também de comentar meu último post ( http://gplaneta.blogspot.com/2010/12/kit-anti-homofobiaum-passo-infalso.html ) sobre o Kit contra a homofobia, pois rendeu comentários, talvez injustos.
Não quis com o post ser negativo com a obra do governo federal, e nem tirar do nosso presidente Lula o título de "Papai Noel dos gays".
O que mostrei no post e continuo a bater nessa tecla é que esse kit poderia ter mais tempo para elaboração, e abordar o problema de forma diferente.Sobre o vídeo ser de um deputado conservador, posso eu fazer o que se era o primeiro vídeo que havia caído na rede?
Muitas atitudes louváveis do governo LULA foram colocados em prática e não sou ninguém para tirar-lhe das mãos tal mérito, mas como cidadão e ativista gay, tenho o direito de postar minhas opiniões e mostrar que muitas situações não são contos de fadas, mas tem seus dois lados.


Por Erik

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Kit anti- homofobia...Um passo em falso?

Depois dos últimos acontecimentos de caso de homofobia no país, o MEC colocou em prática um novo projeto que propõe levar as 6 Mil escola da rede pública um Kit de panfletos, cartazes, vídeos e outros materiais de apoio.
O primeiro vídeo do Kit foi apresentado ontem e é intitulado de "encontrando Bianca."Nele, José Ricardo de 15 anos conta como foi sua infância e adolescência optando por ser travesti, na escola e em casa.
O vídeo que foi lançado hoje já provocou a ira de alguns conservadores, deputados e pessoas da sociedade, que declararam que o Kit induzi os jovens a homossexualidade.


Nessa mesma linha de raciocínio explico o título do post.
Infelizmente esse Kit apresentado pelo MEC, é uma ação tardia e desesperada de frear os ataques homofóbicos, tanto físicos quanto verbais.
O vídeo foi muito bem criado, mas ele serviria para tentar frear o preconceito que existe na própria população gay entre a diversidade que existe no meio LGBT.O preconceito gratuito e sem explicação vindo da sociedade é inaceitável, mas o mais inaceitável é o preconceito que vem do próprio grupo que, prefere virar as costas para as travestis, e as mesmas preferem passar medo aos demais.Os mais velhos ( chamados de maricona )são jogados á escanteio e muitas drags não recebem nem aplausos pelo esforço em palco.Realmente esse vídeo e todo o resto do material deve ser usado, mas usado na boates e bares gays espalhados pelo Brasil.
Agora voltando as escolas públicas, é importante que se planeje sim com mais tempo e com melhor abordagem o assunto homossexualidade.Não se deve impor respeito, mas sim mostrar que a diversidade existe e que temos meios humanos de respeitar uns aos outros.
O MEC está de parabéns pela iniciativa, mas essa ação precisa ser bem mais estudada e implantada na hora certa, sem desespero ou falta de planejamento.
A educação nas escolas não deve começar com depoimentos igual o de Bianca, mas antes disso, mostrar o que é homossexualidade, cultura, personalidades, histórias, para daí então partir para uma abordagem mais forte como o preconceito, os depoimentos, imagens e etc.
Esperamos enfim, que o governos não tenha dado um tiro no pé e vamos sempre ser positivos.


EDUCAR SIM, MAS EDUCAR CERTO!

domingo, 19 de dezembro de 2010

De grão em grão... Gays têm direito a pensão do INSS


Esse ano alguns direitos que dependíamos de longos processos na justiça para obtermos, foram aprovados pelos ministérios responsáveis e publicados no Diário Oficial na União.
Nessa sexta feira, foi a vez da inclusão do benefício de pensão no INSS para casais gays.
Esse benefício também podia ser aceito depois de longos processos, mas o Ministério da Previdência Social, que já vinha cobrando do presidente a normalização desse assunto, colocou fim a discussão.
O decreto foi aprovado pelo ministério com base na constituição e Código Civil Brasileiro, que garante o bem-estar do cidadão sem nenhum tipo de discriminação.

É importante lembrar que alguns projetos que estão parados em Brasília, poderiam por fim de uma vez por todas no conta gostas de benefícios que recebemos minguado a cada ano.Este ano foi o caso do  IR e INSS, também tivemos a liberação de uma casal de lésbicas adotarem uma filha.
Esses acontecimentos são importantes e nos dão mais força para seguir em frente na luta por projetos maiores como a PLC122, mas não podemos nunca deixar de correr atrás dos nossos direitos e de cobrar respeito á sociedade.

Quando escrevo sobre matérias como essas, costumo ler os comentários feitos nos sites pelos leitores.Já fizeram isso?
Pois é.Dá uma dó de tanta ignorância e uma medo de tanto ódio de muitas pessoas que comentam essas matérias.Lí coisas como "agora 2 homens morando juntos,denegrindo a sociedade brasileira e ainda tem estes direitos?"
ou até "será que a igreja católica que se mete em tudo vai ser aceitar ésta aberração?".

Homofobia não é doença, é maldade e deve ser tratada como problema nacional, e deve ser punida como crime, mas acima de tudo com educação.






Por Erik

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mais 1 ataque em São Paulo.

Ás 4:20 da madrugada, precisamente no final da Rua Frei Caneca, dois amigos saiam de uma festa quando foram atacados violentamente.
Enquanto um deles está desorientado e caído no chão, o outro apanha.O rapaz só se afastou quando foi tirado por uma mulher do local do crime.

Assista ao vídeo neste link:

É importante que não deixemos de freqüentar os lugares que costumamos ir, até porque que a liberdade de ir e vir também nos foi concedida.
O que não podemos é bobear mediante os últimos acontecimentos, então você que gosta de passear na Paulista e arredores, fique muito atento sempre olhando ao redor, não ande só, prefira lugares que tenham movimento, evitem andar em horários comuns a grupos como skinhads.
Foram pelo menos seis ataques nos últimos meses, com oito vítimas. Um perto do outro e sempre entre 4h e 7h. 

#HOMOFOBIANÃO

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Av. Paulista - Tão imponente...e tão vunerável, completa 119 anos!

A avenida mais importante de São Paulo faz aniversário.A Paulista foi criada no fial do Séc. 19, em meados de 1879, e inaugurada oficialmente em 08 de Dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima.
Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:



"Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas".

A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos.
O perfil estritamente residencial da avenida permaneceu até meados da década de 1950, quando o desenvolvimento econômico da cidade levava os novos empreendimentos comerciais e de serviços para regiões afastadas do seu centro histórico. 
Em pouco tempo, praticamente, todos os palacetes da avenida tinham sido vendidos e substituídos por pequenos prédios de escritórios e comércio.

Durante as décadas de 60 e 70, porém, e seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo, e a valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a surgir naquele local os seus agora característicos "espigões" - edifícios de escritórios com 30 andares em média.

Durante esse período, a avenida passou por uma profunda reforma paisagística. 
Os leitos destinados aos veículos foram alargados e criaram-se os atuais calçadões, caracterizados por um desenho branco e preto formado por mosaico português. O projeto de redesenho da avenida ficou a cargo do escritório da arquiteta-paisagista Rosa Grena Kliass, enquanto o projeto do novo mobiliário urbano da avenida foi assinado pelo escritório Ludovico & Martino.


A avenida possui muitos restaurantes que recebem diariamente milhares de pessoas que moram e trabalham na região. Nela se localiza o conceituado Museu de Arte de São Paulo, o MASP, e também o Parque tenente Siqueira Campos, também conhecido como Parque Trianon. Possui faixas largas para pedestres e é servida pelas estações Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação (da Linha 2-Verde) e Paulista (da Linha 4-Amarela) do Metrô de São Paulo. Tem o edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, que também abriga o Sesi, que, por sua vez, possui teatro para apresentações gratuitas como também biblioteca com acervo vasto e muitos livros novos, permitindo o empréstimo gratuito à qualquer pessoa que leve comprovante de endereço.
Em sua extensão está a maior concentração de consulados da cidade, tais como os da: África do Sul, Albânia, Argentina, Bélgica, Bolívia, Chile, Coreia do Sul, França, Índia, Itália, Japão, Jordânia, Líbano, Luxemburgo, Mônaco, República Dominicana, Síria, Suíça e Taiwan.
É famosa também a antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, sendo a maior e mais alta da avenida e que chama a atenção devido à sua iluminação amarelada. O mesmo prédio também é famoso por suas escadarias, pelo Teatro Gazeta, pela sede da TV Gazeta, da Rádio Gazeta FM, da Faculdade Cásper Líbero e pelo cinema Reserva Cultural.
No seu conjunto arquitetônico, possuía vários casarões de famílias tradicionais de fazendeiros ligados ao café, assim como de novos ricos, em sua maioria de origem árabe e italiana. Poucos casarões ficaram, como é o caso da Casa das Rosas, uma obra do escritório do renomeado arquiteto Ramos de Azevedo, para residência de sua filha, que atualmente é público, abrigando biblioteca e oferecendo exposições e lançamentos de livros.
Na avenida também se localiza o Conjunto Nacional, complexo que abriga área comercial, com variado tipo de lojas, como a Livraria Cultura, cinemas, e pontos de alimentação, assim como um prédio residencial. Abrange o quadrilátero da Avenida Paulista, rua Padre João Manuel, alameda Santos e rua Augusta. Construído onde ficava o palacete residencial da família de Horácio Sabino, cuja esposa, dona América, foi homenageada com a "Vila América", como foi denominada a região.

Avenida Paulista e os GAYS

Não se sabe ao certo como começou tal relação, mas sem dúvida nenhuma o "casamento" entre a famosa avenida e o público gay é uma das mais sólidas dentre a diversidade de grupos que São Paulo abriga.
Impossível não falar da Paulista e não citar os gays, pois a maior parada gay do mundo já é realizada na avenida a mais de 13 anos.
Fora isso, a rua considerada mais gay de São Paulo, a Frei Caneca, abriga uma das maiores diversidades de bares e entretenimento gay da cidade.

Embora a Paulista tenha todo seu glamour e importância, até por ser o centro empresarial da cidade, está longe de ser a mais segura e confiável.
Hoje milhares de pessoas andam pelos 2 Km de avenida entrando em bares, livrarias, saindo e entrando de escritórios ou do metro.Sem contar o número impressionante de turistas que passam por ela diariamente.
Infelizmente para nós, gays, a Paulista se tornou um grande campo minado.
A Paulista e região, já foi palco de vários atos de criminalidade ligados a homofobia, principalmente na época de parada gay.Esse ano os últimos acontecimentos tem colocado medo e receio em muitos gays que usam a extensão da avenida e todo seu arredor como diversão.Foram 2 ataques registrados só nos últimos 15 dias, e não é um número oficial.
A Paulista concentra um dos maiores comércios gays de São Paulo, entre eles encontram-se a balada Tunnel e o Bar da Lôca.
É importante que as pessoas sigam algumas dicas para não ter problemas na Paulista nos tempos atuais:
1)Andar sempre com amigos ou no máximo 2 pessoas, ou seja , nunca andar só.
2)Evitar ruas de pouco movimentos pela região, principalmente a Augusta, que concentra um número grande de skinheads.
3)Evitar horários em que a avenida tenha menor movimento.

Ande sempre atento, mesmo que promessas de policiamento sejam cumpridas, pois para quem conhece a avenida, sabe muito bem que é fácil de mais ser arrastado dali sem ninguém ver.
Nossa luta continua por direitos e muito mais por justiça, principalmente agora nos últimos casos.Então, aproveite que a avenida está mais linda do que nunca com os enfeites de Natal, mas nunca descuide de sua proteção, ok?!


Feliz Aniversário Avenida Paulista pelos seus 119 anos!


Por Erik 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Onda de homofobia pede aprovação da PLC122

Diante dos últimos acontecimentos é importante que a população homossexual do Brasil se concientize que a época de protestos acabou, agora é a hora de agir.


Rio de Janeiro - Após a 15º Parada do Orgulho Gay, realizada nas praias do litoral do Rio foram manchadas de sangue em um dos lugares mais lindos da cidade, a praia do Arpoador.De acordo com a mãe do jovem, o filho e um grupo de amigos, todos homossexuais, estavam conversando e alguns namorando nas pedras, quando foram abordados por militares do Exército, por volta de meia noite e meia. Segundo o Exército, no entanto, a região onde o rapaz estava não é uma área do militar. O CML afirmou também que o Forte de Copacabana não faz qualquer tipo de patrulha externa.De acordo com policiais de plantão na sala de polícia do Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde o jovem foi atendido, o disparo foi feito de um fuzil, e atingiu o garoto na barriga.





São Paulo - Um jovem de 19 anos foi preso e quatro adolescentes apreendidos na Avenida Paulista acusados de agredir três rapazes, na manhã de ontem. Eles usaram duas lâmpadas fluorescentes para golpear uma das vítimas, um estudante de 23 anos. As agressões aconteceram em dois pontos diferentes e estariam relacionadas à homofobia, já que os dois primeiros agredidos - um fotógrafo de 20 anos e um estudante de 19 - estariam caminhando juntos pela avenida quando foram surpreendidos pelo grupo.


Paraná - Sidnei Colaço Taborda, 39 anos, conhecido como “Emanuelly” ou “Manu”. Ele foi encontrado
morto,estrangulado pelo cordão da blusa que usava, nos fundos de uma casa em Praia de Leste, Pontal do Paraná, na madruga de terça-feira.

Fora a violência cometida nesse último final de semana, aqui em São Paulo fomos surpreendidos pela posição adotada por uma das maiores e melhores universidades do Brasil, o Mackenzie.
A Universidade publicou ontem em seu site um artigo em que o líder religioso da instituição se posiciona contra a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia. No texto, retirado do ar minutos depois, o chanceler Augustus Nicodemus Gomes Lopes diz que "ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia" e que "tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais".

Nos últimos anos o assassinato de gays no Brasil cresceu aproximadamente 60% e o número pode chegar a 70% ao fim de 2010, e como você pode ajudar?Não é uma tarefa fácil, mas devemos usar das armas que temos em nossas mãos, como a internet.Hoje (17) permaneceu nos TT's Brasil o tag #HomofobiaNão.O Twitter é uma grande arma de defesa nos últimos tempos.Nele podemos levar informações e montar protestos que chamam a atenção.
Muitos políticos, jornalistas, artistas e formadores de opinião estão no twitter e não custa nada "encher o saco' deles com "@".São essas pessoas que poderam dar visibilidade ao nosso apelo, principalmente políticos e veículos de comunicação.
Abaixo assinado é outra forma de não deixar essa chama se apagar.Vamos nos posicionar de uma vez por todas contra as pessoas que querem nos jogar na clandestinidade novamente, contra religiosos e fundamentalistas que estão nos jogando novamente em uma ditadura.É a nossa hora.
Se não mostrarmos que queremos mudança, direitos e respeito, e nos impor perante a sociedade, jamais vamos sair da estaca em que estamos.
O velho ditado dizia: "Um dia da caça, outro do caçador".Precisamos deixar de ser caça, de sermos coitados, de sermos minoria.Precisamos gritar "ESTAMOS AQUI".


Hoje, as pessoas partem para a agressão física, como aconteceu (em 2000) com o Edson Neri, na Praça da República (São Paulo), que foi o caso mais emblemático. Ele foi trucidado por um bando de carecas neonazistas. Acho que essa visibilidade incomoda. Há também a intolerância religiosa, que continua pregando como nunca, a ponto do (pastor Silas) Malafaia colocar cartazes na rua, dizendo que Deus criou o homem e a mulher, ou seja, a homossexualidade é uma aberração, um pecado.Tem essas duas coisas, a visibilidade que provoca a intolerância, que é reforçada por um discurso fundamentalista. 
O Brasil tem um lado cor de rosa, que é representado pelas paradas gays, tem mais de 200 paradas e a maior parada gay do mundo; tem a maior associação LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) da América Latina; tem o Programa Brasil Sem Homofobia, ou seja, conquistou muitos avanços, mas tem um lado vermelho sangue. O Brasil é o país líder em assassinatos de homossexuais. Não é o país mais homofóbico do mundo, porque não temos leis, como no Egito ou no Iraque, onde os homossexuais podem ser executados, mas, a cada dois dias, um gay, uma travesti ou, em número muito menor, uma lésbica é vítima de crimes de ódio. São crimes praticados com requintes de crueldade.

(Luis Mott - Presidente do GBB em entrevista ao site Terra. )

A necessidade da PLC122 é um fato, e que não merece mais longos debates.A lei parada no senado não teve nenhuma visibilidade do governo que detém a maior bancada e quando encurralados na parede por religiosos, nossos senadores foram covardes.

Quantas mortes mais teremos que ver pelo Brasil a fora?Quantos maus tratos?Quantos abusos?CHEGA.
É hora de casas noturnas, associações, artistas e anônimos mostrarem que a população gay não é burra e merece respeito igual ao resto da sociedade.


#HomofobiaNão



Por Erik

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