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terça-feira, 8 de maio de 2012

Ceará garantirá no social de TT's nas escolas públicas


Quando continuamos a nos preocupar com assuntos maiores e mais complexos, porém não menos importantes, o Brasil têm visto em cidades e Estados o avanço em políticas públicas para os LGBT's em assuntos também consideráveis.
Publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará, a orientação foi regulamentada pelo Conselho Estadual de Educação e faz valer para o Estado os direitos de Travestis e Transexuais de usarem seus nomes sociais em escolas do ensino básico ao superior.
Segundo a resolução, o maior de 18 anos pode usar seu nome social no ato da matrícula ou no decorrer do ano letivo, já para menores de idade a resolução também garante a igualdade de direito desde que seja assistido pelos pais ou responsáveis.
 
Parabéns ao Estado do Ceará que dá mais um passo contra a intolerância e o preconceito. Como sempre digo, os ônus de preconceito sofrido pelas travestis e transexuais são bem maiores, e cada vitória deve ser celebrada com muita felicidade. 
Esperamos assim que no Ceará, essa resolução sirva para educar as pessoas a respeitarem a identidade de gênero e que outros Estados possam tomar como exemplo expandindo essa grande ideia.




Por Erik

sábado, 7 de abril de 2012

Gays afeminados. Um Tabu ?

Tenho participado de algumas discussões no Facebook e grupos sobre um tema delicado, gays afeminados. Dentre as várias opiniões que tenho lido, algumas tratam o caso como vergonha, outros são categóricos, "gays devem ser homens e pronto", ou ainda mais profundo e preconceituoso vindo da mesma comunidade gay, "é um nojo ter esse comportamento".
Afinal, como deveríamos abordar esse assunto? Com a ignorância que a sociedade aborda a homossexualidade ou tentar entender essa parcela de nossa população que são tratados como estereótipos (imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade.) pela própria comunidade.
Kurt Hummel - Glee
Parto do princípio que se somos homossexuais sem escolha, independentes se seja um fator biológico, espiritual ou até desconhecido, como podemos julgar os gays que levam no seu dia a dia o preconceito de ter uma voz mais fina, trejeitos e gostos afeminados? Sendo esse comportamento tão vergonhoso, o porquê tantas pessoas em todos os cantos costumam ter em si essa personalidade? Talvez porque não tenham escolha da mesma forma que as transexuais costumam ter o comportamento tão feminino que assumem sua verdadeira posição de mulher.
Emmett Honeycutt - Queer As Folk
Concordo que há certos excessos e até uma banalização desse comportamento, e na maioria das vezes como já postei aqui, nos deparamos com aquela vergonha alheia. Para isso também peço reflexão, pois não seria uma forma dessas pessoas se colocarem a frente de todo o preconceito e questionamentos?



Faço esse post porque me revolta o preconceito dentro dessa mesma minoria. Travestis, gays, lésbicas que a todo o momento estão além de tentando ganhar mais espaço que o outro, sempre aponta nas suas lutas individuais o que acham ser mais importante. A sopa de letrinhas LGBT sendo disputada no tapa quando todos deveriam estar unidos em pró de um só objetivo.
Também tive motivação depois do "Crô" (personagem gay da novela "Fina Estampa" 2012). O personagem não fugiu da nossa realidade a além disso tratou dos dois tópicos que chamei a atenção aqui. Mostrou o comportamento de um gay afeminado, que além de natural tinha um "Q" de exagero, e não é de se estranhar que ele fez tanto sucesso, haja ver que as pessoas que assistiram a trama se identificaram com o mesmo. Em cada esquina há um gay com trejeitos "Crô", todos temos conhecidos ou amigos com as mesmas características e isso faz parte da diversidade sexual.

Enfim, o respeito é essencial e a compreensão obrigatória. Os excessos devem ser controlados e os modos vigiados.
O que não podemos deixar para trás é o dever de lutar pela DIVERSIDADE SEXUAL. Lutar por gays, bissexuais, lésbicas, travestis, trans-homens e trans-mulheres, gays afeminados e lésbicas masculinas.

"Numa só direção
Temos um só coração
Não temos mais medo algum
Você vai conseguir
A coragem pra seguir
Então vai descobrir
Somos um!” 


Por Erik

quinta-feira, 15 de março de 2012

VII ENCONTRO SUDESTE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS





O Nuh/UFMG, em conjunto com o CELLOS-Trans e o GOLD-Colatina/ES, convida a tod@s para o "VII Encontro Sudeste de Travestis e Transexuais", a ser realizado entre os dias 06 a 09 de Maio de 2012, na Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Campus Pampulha, Belo Horizonte.

A ideia de promover os Encontros Regionais Sudeste nasceu em 2005 devido à grande insatisfação de travestis e transexuais que, por não se sentirem contempladas nas discussões de gênero, perceberam a necessidade de intervir e modificar a organização dos grupos que as representavam. 

A primeira edição do Encontro Sudeste aconteceu em Campinas (SP) e teve como eixo central o tema "Construindo Estratégias Para o Futuro". Nos anos posteriores o Encontro ganhou caráter itinerante, passando por diversas cidades da região como: Rio de Janeiro (RJ) em 2006, com o tema "As igualdades unem, mas somente as diferenças enriquecem"; Iriri (ES) em maio de 2007; Belo Horizonte (MG) em 2009, com o tema "Travestis, Transexuais e Respeito: já está na hora destes dois serem vistos juntos", resgatando campanhas feitas pelo Departamento Nacional de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde; São Paulo (SP), em 2010, com o tema "Um olhar diferente para a Cidadania Trans" e São José dos Campos (SP), em setembro 2011, com o tema "Dignidade e Cidadania: Chegou a nossa vez".

 Nesta edição o Encontro ocorre junto ao "I Encontro Nacional da Rede Trans-EDUC" e ao "III Educação Sem Homofobia", colocando em discussão o tema "Gêneros, sexualidades e conhecimentos nas políticas públicas de saúde e educação". Um dos objetivos do evento em 2012 é, a partir do debate em torno do respeito às identidades de gênero e em articulação com educação, saúde, segurança pública e direitos humanos, contribuir não só para o desenvolvimento e fortalecimento dos grupos nele envolvidos, mas planejar também a inserção da temática LGBT no espaço acadêmico e, especialmente, junto aos órgãos do poder público. Os(as) interessados(as) em participar do Encontro devem preencher a ficha de inscrição – disponível no endereço eletrônico abaixo – impreterivelmente até o dia 31 de Março de 2012, quando serão selecionados(as) os(as) inscritos(as) que ocuparão as 100 vagas disponíveis. Travestis e transexuais terão preferência na ocupação das vagas; a cerimônia de abertura, entretanto, será aberta ao público. 


Maiores informações: encontrosudeste.nuh@gmail.com 
(31) 3409-6287

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