Eleições 2014

Acompanhe as Eleições de Outubro aqui. Biografias, políticas pró LGBT, opiniões!

Dilma Rousseff

Conheça a biografia, histórico político e LGBT da candidata do PT

Eleições 2014 - Aécio Neves

Conheça a biografia, histórico político e LGBT do candidato do PSDB

Eleições 2014 - Dila Rousseff x Aécio Neves

Veja as citações de cada um dos candidatos sobre os temas LGBT's.

Planeta G completa 5 anos!

Conheça um pouco mais de nossa história.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entrevista completa com Peter Fiske ( 2º Parte)



Nascido em Nova York, Peter mudou-se para Sn Fancisco em 1966, mas voltou a Nova York em 1968. Passou os próximos 6 meses de sair para o seu lugar favorito no Stonewall. Pouco antes do motim mudou-se de volta para São Francisco onde vivi até hoje, por mais de 40 anos.



Confira a 2º parte da entrevista com Peter Fiske.





[ PLANETA G ] Como era antes da rebelião de Stonewall? Como os gays que freqüentavam os bares e as ruas se comportavam?

[ PETER ] Antes de  Stonewall houve repressão. Subornos a policiais para manter a bares gays em aberto. Pilhagens e prisão para os meninos gays e meninas. Seu nome foi publicado no jornal, se você foi preso e então você perdeu o seu emprego e família. Foi muito ruim e assustadora. 



[ PLANETA G ]Você estava no dia da rebelião?

[ PETER ]  Stonewall era nosso lugar, que abriu em 1968 e atraiu os excluídos, as prostitutas, os travestis, os meninos de couro, as pessoas da rua. Os negros, porto-riquenhos, latinos, brancos, lésbicas. Todos íamos lá para dançar e estar juntos. Foi a nossa casa. Eu estava lá toda noite por seis meses, mas deixei para voltar a São Francisco 3 dias depois do motim. Se eu estivesse lá quando a polícia invadiu, eu teria lutado. Isso é o que Stonewall é tudo. Nós lutamos e dizemos que não a opressão. Não tenho mais medo. Nós somos seres humanos! 

[ PLANETA G ]  Fale um pouco sobre como foram estas "visitas" da polícia nos locais freqüentados por gays.
[ PETER ] A polícia chegou à Stonewall porque o suborno não foi pago.Eles pensaram para prender os clientes e assustar a gerencia.Quando eles fecharam o bar foram muito rudes e violentos e as rainhas ( Drag Queem ) lutaram. Fora de rochas e pedras e sapatos voou para a polícia. O motim durou quase uma semana. A revolução de Libertação Gay / Gay Pride, que começou ainda continua em todo o mundo. 

[ PLANETA G ] Qual é a conexão real dos transexuais na rebelião de 1969?
[ PETER ] O Drag queens e Transexuais eram fortes fihghters. Além disso, os meninos de  couro eram maltratados e tinham mais raiva contra a polícia violenta. Admiro-os tanto para lutar e queimando carros da polícia e apedrejando a polícia. Muitos ficaram feridos e foram levados para a cadeia. 

[ PLANETA G ] Como você se sentiu participando desses movimentos? Movimentos esses que eram novos no mundo e se tornou um marco importante na história gay no mundo.
[ PETER ] Stonewall e o motim de Junho de 1969 foram o início da liberação gay no mundo. Nós somos iguais a qualquer outro ser humano e não vamos levar nada menos do que o nosso direito humano de ser livre. Isso é o que significa Stonewall e que continuam lutando por nossos direitos humanos hoje em todo o mundo e nos EUA e no Brasil. 


[ PLANETA G ] Como é a vida dos veteranos de Stonewall nos EUA? Vocês mantém contato, se reúnem ainda?
[ PETER ] Nós veteranos de  Stonewall nos mantemos juntos através da Associação de Veteranos de Stonewall, em Nova York. Eu sou um membro e ainda somos ativistas na luta pela igualdade civil plena! Eu tenho ficado apenas um ano na Califórnia em busa do meu direito à igualdade no casamento! 

[ PLANETA G ] Já veio ao Brasil? Já ouviu falar do Orgulho Gay de SãoPaulo?
[ PETER ] Sim, eu amo o Brasil e espero um dia ir a Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Eu estava no Pride de San Francisco bordo ao SFLGBTPRIDE 2001-2005. 

[ PLANETA G ] Apesar de São Paulo e até mesmo o Brasil terem grandes manifestações pró GLBT, a violência aqui ainda é muito grande contra os gays.Temos problemas políticos e confrontos com religiões.O que você diria para os ativistas que carregam a bandeira no peito e também para os  jovens de hoje, em continuar lutando?
[ PETER ] Eu digo, se eu ainda posso lutar pelos meus direitos iguais e ser preso em 65 anos de idade, isso pode de todos vocês. Não tenha medo ... Se não travar as batalhas não podemos vencer os nossos direitos. Seja destemido. não estamos sós. Temos aliados que apóiam nossa causa. Continue lutando e você vai vencer no final! 


[ PLANETA G ] O que Stonewall promoveu em sua vida? Tanto coisas boas quanto ruins.
[ PETER ] Por causa de Stonewall, que me tornei um ativista gay. Eu nunca me arrependi dando a minha energia para lutar por direitos iguais para homossexuais há mais de 40 anos. Tenho muito orgulho, por que eu estava lá no começo e ainda posso trabalhar para o meu povo. Temos de pagar o preço de nossa vida, devemos fazer o bem no mundo. Isso é o aluguel que pagamos para o espaço que ocupamos na terra. Uma grande Senhora Rainha Elizabeth, a Rainha Mãe disse-me que uma vez, quando eu a conheci ... mas isso é uma outra história. 
Sem Stonewall ainda estaríamos oprimidos. Hoje eu apoio Get Igualdade ea Campanha Coragem nos EUA e todas as organizações gays lutando pela igualdade em todo o mundo. 

FOTOS

Todas as fotos devem ser creditadas a LGBT de São Francisco Sociedade Histórica e a Rebekah Kim.
[1] Peter Fiske - Jan/1969
[2] Ron Kemper - Dez/1968
[3] Gilded Cage - Dez/1968
[4] Gilded Cage e Jimmy Lickess 
[5] Gilded Cage - Dez/1968
[6] Grupo de Veteranos de Stonewall - 2009
[7] Cast de Gilded Cage 



"Clube de couro da motocicleta em 1967. Estou ( Peter ) na linha inferior à direita. Vocês podem ver o meu nome Peter. Meu amigo Ron é próximo a mim. Nós somos os únicos ainda vivos a partir da fotografia. Assim, muitos mortos de Aids, HIV. 
Finalmente eu digo a todos meus amigos no Brasil. Seja você mesmo. Não mais armários. Amor e paz"


 Peter Fiske


Queria agradecer a todos os leitores criticaram positivamente essa seqüencia de reportagens história sobre Stonewall.
Quero agradecer a Peter, que colaborou divinamente em pro da história LGBT no mundo nos cedendo essa simples entrevista, de grande importância.

Erik

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Entrevista Exclusiva com Peter Fiske, veterano de Stonewall - 1969

Eu tenho a imensa honra de publicar essa entrevista para muitos brasileiros que ainda não conhecem a história de Stonewall.
Entrei em contato com Peter Fiske para nos dar todas as informações, e tentar passar um pouco do que foi aquele momento de liberdade e de grito contra opressão.
Espero que gostem da nossa reportagem, que será dividida em duas partes.Na primeira parte irei publicar um pouco da história de Stonewall por quem esteve lá, Peter.A segunda parte será a entrevista que o mesmo me respondeu por e-mail com grande atenção e carisma.

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^


Exclusive Interview with Peter Fiske, a veteran of Stonewall - 1969



I have the honor of publishing this interview for many Brazilians who do not know the story of Stonewall. I contacted Peter Fiske to give us all the information, and try to spend some of that was that moment of freedom and cry against oppression. I hope you like our story, which will be divided into two partes.Na first part I'll publish some of the history of Stonewall by someone who was there, Peter.A second part is the interview that even answered me by e-mail with great attention and charisma. 

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

São Paulo, minha cidade! 457 anos


Amanhã minha cidade querida completará seus 457 anos.
A maior cidade da América Latina estará invadida de shows, eventos culturais, amostras, enfim, tudo que São Paulo tem para oferecer com todo seu tamanho e carisma dos paulistanos.
Para quem quer conferir um pouco da história de Sampa e seus números monstruosos leia nosso post. ( São Paulo - 456 anos http://gplaneta.blogspot.com/2010/01/sao-paulo-456-anos.html )

E para comemorar o aniversário dessa mega metrópole que acolhe o Brasil em seus braços, segue uma das mais lindas músicas sobre a cidade.

São, São Paulo
Tom Zé

São, São Paulo meu amor
São, São Paulo quanta dor
São oito milhões de habitantes
De todo canto em ação
Que se agridem cortesmente
Morrendo a todo vapor
E amando com todo ódio
Se odeiam com todo amor
São oito milhões de habitantes
Aglomerada solidão
Por mil chaminés e carros
Caseados à prestação
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Salvai-nos por caridade
Pecadoras invadiram
Todo centro da cidade
Armadas de rouge e batom
Dando vivas ao bom humor
Num atentado contra o pudor
A família protegida
Um palavrão reprimido
Um pregador que condena
Uma bomba por quinzena
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Santo Antonio foi demitido
Dos Ministros de cupido
Armados da eletrônica
Casam pela TV
Crescem flores de concreto
Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo.





"São Paulo é chique, é a terra da garoa" - GRCES X-9 Paulistana.






Por Erik

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Rebelião de Stonewall - 1969

Sem dúvida a rebelião de Stonewall foi um marco pela luta por respeito e direitos da população LGBTT. Em 28 de junho de 1969 o "Stonewall Bar", que era freqüentado pelo público LGBT da cidade de Nova Iorque, sofria constantes visitas do policiais, sendo além de extorquidos, tratados como animais.
Com luta física e tudo o que encontravam pela frente, os 400 gays aproximadamente, que se encontravam no bar, foram para cima da polícia acabando com as inúmeras pressões e começando de uma vez por todas a luta pelo respeito mundial.
A rebelião de Stonewall para os mais jovens é um fato sem grandes proporções e principalmente no Brasil, mas é questão de honra para todo ativista, escrever, publicar e exaltar os acontecimentos de 1969 no E.U.A.
Uma curiosidade se mostra mais perdida ainda na história de Stonewall.Todas as vezes que a polícia fazia sua blitz, pessoas travestidas.A situação estava tão tensa e com praticamente todas as travestis presas,que os gays e as lésbicas armaram a maior cena de guerra em Stonewall.

“De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis – todas em drag – foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma sapatona, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a cena tornou-se explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os tiras…”, saiu no Village Voice.  
No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes. 
Uma placa foi colocada à vista no bar onde os visitantes podem reconhecer alguns nomes inscritos, entre eles Gunner Scott, director do Massachusetts Transgender Political Coalition (MTPC); Grace Sterling Stowell, directora executiva da Boston Alliance of GLBT Youth (BAGLY); a sempre activista Nancy Nangeroni, ex-presidenta da International Foundation for Gender Education (IFGE) e ex-"co-host" da GenderTalk Radio, hoje na GenderVision; e Cole Thaler, membro fundador da MTPC, hoje advogado de direitos transgénero na nova-iorquina Lambda Legal.Todos esses, heróis de 1969.
Os três dias que marcariam de uma vez por todas a luta por direitos iguais se seguiu com protestos pró lésbicas, trans e por aí a fora.
Devemos nos espelhar no passado, para obter forças de lutar contra a homofobia e a intolerância sexual.



Por Erik



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A libertação Gay nos anos 60 e 70.O começo da história de lutas.

 Ao contrário que muitos pensam, o movimento LGBT não teve início em 1969, nos bares de  Stonewall, mas sim em Londres já em 1725 quando a resistência militante à polícia não era nada de novo, como quando os clientes lutaram contra uma incursão da polícia na casa de um homossexual/trangênero na cidade.
Em 1960 os gays eram caçados pelo NYPD ( New York City Police Department ), que tinham uma política voltada a livrar a cidade dos "indesejáveis".Em 1965, influenciado pela direção de Frank Kameny no início dos anos 1960, Dick Leitsch, o presidente do Mattachine Society de Nova York, defendeu a ação direta, e o grupo encenou a primeira apresentação pública de manifestações homossexuais na década de 1960.Frank Kameny, fundador da Mattachine de Washington em 1961, havia defendido uma ação militante recordativa da campanha de direitos civis dos negros, ao mesmo tempo defendendo a moralidade da homossexualidade.

A década de 1960 foi uma época de revolução social no Ocidente e, a revolução sexual e a contracultura influenciaram mudanças na subcultura homossexual, que nos EUA incluíram livrarias, jornais e revistas vendidas ao público e um centro comunitário. Foi nessa época que Los Angeles viu o seu primeiro grande movimento gay. Em 1967, na noite do Ano Novo, vários policiais vestidos à paisana infiltraram oBlack Cat Tavern.Depois de prender vários clientes por beijo em celebração da ocasião,os policiais auto-identificados começaram bater em vários clientes e ainda prenderam mais 16 pessoas incluindo três barmans. Isto acabou criando um tumulto nas imediações e, finalmente, trazendo uma demonstração mais civil de mais de 200 pessoas durante vários dias depois protestando contra a invasões.O protesto ficou conhecido por abrigar esquadrões de policiais armados.Foi a partir deste evento que a publicação The Advocate e organização da Igreja da Comunidade Metropolitana (Metropolitan Community Church)(liderada pelo pastor Troy D. Perry) nasceu.

Em 1968 houve uma nova era de movimentos radicais que foram favoráveis a rebelião de Stonewall.
Um grupo de jovens refugiados afeminados, rejeitados pelas famílias, da sociedade e a da comunidade gay, refletiram o movimento de contracultura mais do que qualquer outro grupo homossexual.Recusando-se a esconder a sua homossexualidade, eles foram brutalizados, rebelados por tomarem drogas, lutando e roubando homens gays mais velhos a fim de sobreviverem. Suas idades, comportamentos, vestuários femininos e a falta de conduta os deixaram isolados do resto da cena gay, mas vivendo perto das ruas, eles se tornaram os guerreiros perfeitos para a rebelião de Stonewall.

Em 1966 Adrian Ravarour e Billy Garrison fundaram a "Vanguard, Incorporated" uma organização de juventude LGBT que foi financiada e organizada pelo seu patrocinador, Glide Foundation e Glide Memorial Methodist Church, em San Francisco que, além disso, também forneceram assessores ministeriais (Reverendo Ed Hansen; Reverendo Larry Mimaya). Garrison queria uma comunidade semelhante a de uma câmara municipal onde os encontros reuniriam frações do bairro de San Francisco Tenderloin para debaterem diferenças e resolverem os problemas. Ravarour propôs ações pelos direitos civis e demonstrações e protestos pela igualdade e o fim da discriminação. A Vanguarda juvenil marchou, assim, demonstrando a demanda de aceitação. Ravarour e seu companheiro foram entrevistados na rádio de São Francisco. Em seus discursos, humanizaram a homossexualidade como uma relação humana normal. 

A Vanguarda também realizou um fim de semana de danças do mesmo sexo no Glide. Em agosto de 1966 um protesto no Doggie Diner foi seguido pelo apoio doCompton's Cafeteria. No final de 1966 o grupo juvenil se mudou para um teatro e depois para a Grove Street, 330, onde mudou seu nome para o The Gay and Lesbian Center (Centro de gays e lésbicas), o primeiro no país.
Em 28 de março de 1969 em San Francisco, Laurence Leo (o editor da Vetor, a revista da maior organização dos Estados Unidos sobre a homossexualidade, a Sociedade pelos Direitos Individuais) chamou de a "Revolução Homossexual de 1969", exortando os homens gays e lésbicas a se juntarem aos Panteras Negras e outros grupos de esquerda e, ainda, para "saírem do armário" em massa. Laurence foi expulso da organização em maio por caracterizar membros como "tímidos" e de "classe média, reprimidos e queens velhas e vadias."
Em seguida, ele co-fundou um grupo militante, o Comitê de Liberdade Homossexual com Gale Whittington - um jovem que tinha sido demitido da States Steamship Company por ser abertamente gay, depois que sua foto apareceu na Berkley Barb, ao lado da manchete "HOMOS, Don't Hide It!", o artigo revolucionário escrito por Leo Laurence. No mesmo mês Carl Wittman, um membro da CHF, começou a escrever o "Refugiados da Amerika: Um Manifesto Gay" (Refugees from Amerika: A Gay Manifesto), que mais tarde seria descrito como "a bíblia da libertação gay". Foi primeiramente publicado pela pela San Francisco Free Press e distribuído a nível nacional até a cidade de Nova York.
No verão de 1970 os grupos em pelo menos oito cidades norte-americanas eram suficientemente organizados para agendar eventos simultâneos comemorando a rebelião de Stonewall para o último domingo de junho. Os eventos variaram de uma marcha altamente política de três a cinco mil pessoas em Nova York e milhares a mais em desfiles em Los Angeles, San Francisco e Chicago.Enquanto muitos grupos utilizavam o nome da Frente de Libertação Gay em vários lugares dos EUA, em Nova York a organização foi totalmente substituída pelo Aliança de Ativistas Gays (Gay Activist Alliance). Grupos com um "Gay Lib" abordagem começaram a surgir em todo o mundo, tais como Campanha Contra a Moral Perseguição (CAMP, Inc.) na Austrália e os britânicos Gay Liberation Front. O grupo de lésbicas Lavender Menace também foi formada em os EUA em resposta à dominação do macho de outros grupos Gay Lib e do sentimento anti-lésbicas no Movimento de Mulheres. O lesbianismo foi defendida como uma opção para as mulheres feministas, e as correntes antes de separatismo lésbicas começaram a surgir.Grupos com um a abordagem da FLG começaram a surgir em todo o mundo, tais como a Campanha Contra a Perseguição Moral (Campaign Against Moral Persecution)(CAMP, Inc.) na Austrália e a Frente de Libertação Gay Britânica (British Gay Liberation Front). O grupo de lésbicas Lavender Menace também foi formado nos EUA em resposta à dominação do masculino, de outros grupos gays de libertação e do sentimento anti-lésbicas no movimento de mulheres. O lesbianismo foi defendido como uma opção para as mulheres feministas e as primeiras correntes do separatismo de lésbicas começaram a surgir.


Fonte: Thomas Mallon "They Were Always in My Attic," American Heritage, February/March 2007. Carter, David, 2004. Stonewall:The Riots that Sparked the Gay RevolutionSpeaking OutTimeline of Homosexual History, 1961 to 1979The Tangent Group: Press Release regarding the 1966 raid on the Balck Cat bar L.A., 1/1/67: the Black Cat riots. | The Gay & Lesbian Review Worldwide (March, 2006) Letters from Camp Rehoboth - September 14, 2007 - Shelley, Martha, 1970. Gay is Good. Carter, David, 2004. Stonewall:The Riots That Sparked the Gay Revolution. Sibalis, Michael. 2005. Gay Liberation Comes to France: The Front Homosexuel d’Action Révolutionnaire (FHAR), Published in 'French History and Civilization. Papers from the George Rudé Seminar. Volume 1.


Nosso próximo post será sobre a " Revolta de stonewall", o movimento que maior representa a luta por diretos e respeito pelos gays da história.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

1º Museu Gay dos E.U.A.

O final da década de 1970 trouxe uma onda de homossexuais à cidade de São Francisco. A bandeira arco-íris, um símbolo do movimento LGBT, foi criada por Gilbert Baker, de São Francisco, em 1978, e alçada em público pela primeira vez em 25 de junho do mesmo ano, na San Francisco Gay Freedom Day Parade. Alterações posteriores à bandeira também foram realizadas em São Francisco.
É importante dizer que os primeiros movimentos contra intolerância sexual aconteceram em Los Angeles, Nova York, Chicago e São Francisco.E por ser mundialmente conhecida como a cidade mais gay do mundo, onde o turismo LGBT bate records, São Francisco ganha o 1º Museu Gay dos Estados Unidos.


Uma área com 150 m² no bairro de Castro será a sede do GLBT History Museum, em homenagem aos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais que, junto ao Museu Gay de Berlim (Alemanha), será o único do mundo dedicado a contar a história dos homossexuais e os obstáculos que tiveram de enfrentar.
"Queimaram nossas cartas, anularam nossos nomes, censuraram nossos livros, declararam nosso amor como inqualificável", reza, impressa em uma das paredes do museu, uma frase tirada de um panfleto do projeto da história gay de São Francisco em 1979. Os óculos de sol rosa de Harvey Milk (A Voz da Igualdade), que nos anos 70 se transformou no primeiro político abertamente gay da Califórnia, manuscritos de ativistas e brinquedos sexuais estão entre os atrativos do museu, que a Sociedade Histórica GLBT de São Francisco levou uma década planejando abrir."Colocamos o melhor de nós para criar um museu rico, diversificado e surpreendente como a própria comunidade GLBT. Sejam gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e heterossexuais, é certo que os visitantes vão se comover e aprender", relatou em comunicado Paul Boneberg, diretor da sociedade histórica. Por enquanto, o museu conta com duas exposições, "Nosso extenso passado gay" e outra que reúne a coleção da sociedade histórica GLBT de São Francisco.






Vou postar logo mais sobre a libertação gay nos EUA, é uma história fantástica!.




Por Erik

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Drag Destaque da Semana - Stripperella



“Stripperella foi um série animada de curtas adultos criada por Stan Lee. A personagem era interpretada e baseada em Pamela Anderson, A stripper Erotica Jones, é também a super-heroína: agente secreto Stripperella. A série foi produzida pela produtora The Firm e Nickelodeon Animation Studios.” fonte: pt.wikipedia.org

Ganhadora do concurso " Drag Tunnel " da casa noturna paulistana Tunnel, Stripperella leva fama de " furacão loiro ", e não é a toa.

Em pouco mais de 5 anos de noite, a drag leva toda casa noturna ao chão quando o assunto é bate-cabelo.A facilidade que Stripperella tem no palco é o que mais chama a atenção, com shows muito bem dublados e coreografados.Além disso, a Top Diva da noite carrega a família Über e mais milhares de fãs que a imitam.


Stripperella se apresenta em várias casas pelo Brasil, e em São Paulo tem o posto merecido de artista do elenco de Blue Space.
Veja abaixo um vídeo do " Especial - Noite de Hollywood " na Blue Space, em que Stripperella interpreta o filme " Guerra de Titãs ".


Contato 
e-mail: topstripperella@hotmail.com
Site: 
http://www.topstripperella.com.br
Fotolog: http://www.fotolog.com.br/topstripperella
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7515430400804359375

  


Por Erik

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rio de Janeiro segue da mais um passo contra a Homofobia.


Estão abertas até às 19h do próxima terça-feira, 11/01, as inscrições para o Processo Seletivo Público Rio Sem Homofobia realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que tem por objetivo selecionar profissionais para promover a implantação, operacionalização, monitoramento e avaliação do Programa Rio Sem Homofobia, seus serviços e equipamentos. O Centro de Produção da Uerj (Cepuerj) é o organizador.
A Seleção Pública irá preencher vagas sob a forma de contrato de prestação de serviços pelo prazo de um ano, podendo ser renovado por mais um, para as funções de: Psicólogo, Assessor Jurídico, Assistente Social, Auxiliar de Serviços Gerais e Segurança, totalizando 26 vagas, que integrarão as equipes do Centro Metropolitano de Referência e Promoção da Cidadania LGBT, do Centro Regional de Referência e Promoção da Cidadania LGBT de Duque de Caxias e do Disque Cidadania LGBT.
O Processo Seletivo compreenderá etapas de análise de currículo, avaliação escrita e entrevista. Os vencimentos variam de R$ 550,00 para auxiliar de serviços gerais a R$ 1.904,00 para advogados, psicólogos e assistentes sociais. O número de vagas e a carga horária semanal variam de acordo com as funções e o local de trabalho escolhidos.
As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Cepuerj - www.cepuerj.uerj.br. O valor da taxa de inscrição para os cargos que exigem ensino fundamental completo é de R$ 10, 00, para os cargos que exigem ensino médio completo é de R$ 20,00 e de R$ 30, 00 para os que exigem ensino superior completo.
Mais informações, acesse o edital da seleção, envie um e-mail para cepuerj@uerj.br ou telefone (21) 2334-0639.
É bom lembrar que, o Rio é o primeiro estado do país a incluir a homofobia como possível motivo de agressão no registro de ocorrências em todas as delegacias legais.
O programa Rio sem Homofobia, do Governo do Estado, já registrou 600 denúncias de agressões apenas nos últimos 12 meses. Ao todo, 2 mil ocorrências de violência contra homossexuais foram contabilizadas no período. Dessas, três em cada dez são casos de homofobia, como constrangimento, agressões verbais e físicas. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Homossexual é apedrejado e morto em Pernambuco.

Ultimamente o PLANETA G tem se tornado um blog voltado a divulgação de violência e casos de homofobia.Infelizmente não é o tipo de notícia que gostaria de escrever para vocês.
Mas o que adianta ter um veículo de comunicação voltado a população gay e não mostrar o que realmente é a vida do homossexual no Brasil?
Nós somos caçados e perseguidos sem dó nas grandes metrópoles, por pessoas que se acham no direito de fazer valer a sua verdade.
Como se não bastasse os casos violentos de homofobia no país, o senado, por regras da casa arquivará a PLC 122 de uma vez.Uma vitória dos fundamentalistas e religiosos da câmara.

Neste domingo (2) foi encontrado por trás do galpão da Comunidade Divina Misericórdia, no bairro da Cohab, em Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco, o corpo de Fábio da Silva, 20 anos.
O corpo de Fábio foi encontrado sem roupas e com vários ferimentos na cabeça causados, segundo a polícia, por pedras que estavam ao lado do corpo. Segundo informações da Polícia, a maneira em que o corpo se encontrava, leva-se a crer que a vítima teria sido torturada antes de morrer.

Até quando isto vai acontecer? Não sabemos ao certo.
O que sabemos é que infelizmente nós somos a minoria e essa minoria não está sendo visada.
Mais uma vítima da maldade humana.
Mais um gay assassinado por amar de forma diferente.




Por Erik

domingo, 2 de janeiro de 2011

PLC 122 corre o risco de ser arquivada.

Publicação de post por utilidade pública.


O projeto que criminaliza a homofobia, assim como as demais propostas que estão tramitando há mais de duas legislaturas, serão automaticamente arquivadas, de acordo com o previsto no Regimento Interno do Senado. Todas as matérias apresentadas em 2006 (último ano completo de trabalhos da 52ª legislatura) e nos anos anteriores terão o arquivo como destino em 2011, quando começa a 54ª legislatura. O que é considerado não é a relevância do tema, e sim a antiguidade da proposição, explica o secretário-geral adjunto da Mesa, José Roberto Leite de Matos.

Entretanto, as proposições arquivadas ainda poderão tramitar por mais uma legislatura, caso haja requerimento apoiado por um terço dos senadores para a continuidade da análise da proposta. Os interessados devem apresentar esse requerimento com 27 assinaturas até 60 dias após o início do ano legislativo, e o pedido deve ser aprovado em Plenário. O desarquivamento só pode ocorrer uma vez, caso contrário, o projeto será arquivado definitivamente.

Balanço

O PLC 122/06, contra a homofobia, já foi aprovado pela Câmara e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado — faltam as análises das Comissões de Assuntos Sociais e de Constituição, Justiça e Cidadania, além do Plenário.

Também serão arquivados pelo mesmo motivo a proposta de emenda à Constituição (PEC 20/99) que reduz a idade para imputabilidade penal dos atuais 18 para 16 anos, de autoria do então senador José Roberto Arruda; a PEC 24/05, do senador Paulo Paim (PT-RS), que visa criar o Fundo de Desenvolvimento da Educação Profissional; e o PLS 126/01, de Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que inclui a figura do companheiro entre aqueles sujeitos ao aumento de pena por abandono de incapaz, entre outros.

Do fim da 52ª legislatura (de 2003 a janeiro de 2007) para o início da 53ª (de 2008 a janeiro de 2011), segundo o secretário-geral adjunto, foram arquivadas cerca de 500 proposições. A estimativa é de que dessa vez o número de projetos destinados ao arquivo diminua. O balanço final do arquivamento de proposições estará pronto em janeiro.

Exceções

Como regra geral, segundo o Regimento, também as proposições apresentadas na 53ª legislatura deverão ser arquivadas, mas há algumas exceções: as que são originárias da Câmara ou por ela revisadas; as de autoria de senadores que permaneçam no exercício do mandato ou reeleitos, ou de seus suplentes; as apresentadas por senadores no último ano de mandato; e aquelas que têm parecer favorável de pelo menos uma comissão, ainda que preliminar.

Também não serão arquivadas as matérias presentadas na 53ª legislatura que tratam de matéria de competência exclusiva do Congresso Nacional (projetos de decreto legislativo) ou do Senado (projetos de resolução); ou ainda os pedidos de sustação de processo contra senador em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Postado por Diversidade Tucana.


Contato

Nome

E-mail *

Mensagem *