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Mostrando postagens com marcador Marco Feliciano. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Segundo Presidente da Câmara, Eduardo Alves, brasileiros serão obrigados a aceitar Feliciano!


Na verdade a reportagem que saiu hoje na Folha.com não é surpresa alguma. Mesmo com tantas pressões, manifestações, apoios nacionais e internacionais, Marco Feliciano continuará por dois anos a frente da CDHM.
Não é um "jogar toalha", é apenas se convencer que não temos atributos legais para tira-lo do cargo de Rei do Brasil. Segundo Henrique Eduardo Alves, Presidente da Câmara dos Deputados, "Regimentalmente, como presidente, estou no meu limite, mais do que isso não posso fazer", afirmou. "Não posso ser ditador, jamais seria. Não posso querer impor minha vontade à Casa, jamais faria. Tenho que obedecer ao regimento."

Talvez uma grande ação dos parlamentares, vulgarmente chamados de "representantes do povo", pudesse surtir algum efeito, mas veja o quadro. PSD e PSDB preferiram se manter no escuro, calados e inertes. Ao PT sobrou a tentativa de se recuperar da lambança que o mesmo partido criou. PPS, PSOL, PDT e PC do B se mantiveram contra o deputado, mas a força das legendas não surtiu afeito, ainda, pois temos que lembrar que há processos que estão em andamento, tanto de um grupo de siglas, quanto do PPS.
PTB, PR, PRB, PMDB saíram a favor da permanência do Deputado Feliciano na presidência da comissão. Nada é bom, e o quadro é um dos piores do cenário político nessa história sombria pelo poder teocrático.

Veja também:



A verdade nua e crua é a Constituição Federal, 1988, não faz nenhum sentido nos dias de hoje. No final dos anos 80 nossa Constituição era conhecida como uma das mais avançadas do mundo e a mais avançada da América Latina, e mais de 20 anos depois se tornou apenas um livro de proteção a políticos estelionatários e um guia prático de como manter o povo adestrado.

Segundo o mesmo guia, segue alguns destaques:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...

Coisa que no Brasil acontece de forma maquiada e injusta, haja ver que nós LGBT's somos privados de direitos básicos da sociedade civil, inclusive a de ir e vir, pois na federação se quer podemos expor nossos sentimentos ante nossos parceiros e amigos.

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
O Estado Laico, divisão legal do Estado e da religião está assegurada no guia com destaque no artigo 19, mas não é levado a sério pelo próprio Estado que a separou.

A atual conjuntura política brasileira na defesa pelos direitos humanos mostra o quão frágil é a sociedade brasileira, e tão forte são aqueles que conseguem o poder, pois quem consegue chegar ao poder dele não sai mais, protegido e ungido pela lei e por Deus. 

Marco Feliciano é o erro do Estado, um vacilo do povo e a glória do fundamentalismo. Alguns parlamentares sugeriram deixar o pastor trabalhar, mas se esquecem de ou preferem fechar os olhos aos fatos mais nojentos da história da defesa dos direitos humanos depois que o país se redemocratizou, ou como prefiro dizer, brincou de se enganar.
Marco Feliciano tem vídeos publicados em que usa de suas atribuições de pastor para sugerir que a morte de J. Lennon e do grupo Mamonas Assassinas foi castigo divino. Em outro vídeo o pastor prega o sepultamento de Pais de Santos, líderes de religiões que olha que ironia, são minoria no pais, e o pior, discriminadas e empurradas aos guetos.


Em seu Twitter oficial, o pastor-deputado publicou ofensas a africanos e negros com base em sua religião. É bom sempre frisar a história negra do país de Marco Feliciano. O Brasil é um pais que se miscigenou com a raça negra, não tendo família em pleno sec. XXI que não tenha em sua árvore genealógica uma raiz negra. É sabido de todos, a história de escravidão e a busca pela igualdade entre raças no pais sendo os negros os protagonistas dessa história.

Enfim, termino esse artigo com dor no coração. A voz atada na garganta e os braços amputados pela lei. Nossos políticos vivem em um estado de relaxamento em que Brasília sendo tão longe do povo, não podem ser ameaçados pela massa. Parlamentares vivem gozando da lei que os protege, defende e legaliza seus roubos e desatinos. 

Ao povo sobra a polícia legislativa, a ditadura moderna que possibilita o controle da massa com base na Constituição e nos regimentos criados e "melhorados" cada vez mais pelos próprios parlamentares que usam de toda má vontade para se mantiver no poder.



Por Erik


segunda-feira, 1 de abril de 2013

E a Marta Suplicy? *Puf - Sumiu!

A Senadora Marta Suplicy, até então exercendo o comando do Ministério da Cultura resolveu desaparecer totalmente da mídia em tempos obscuros no Planalto Central. Marta Suplicy que sempre pegou carona nas lutas LGBT's se posicionou apenas uma vez depois de que Marco Feliciano foi eleito Pres. da CDHM. Na oportunidade disse que era um "retrocesso muito grande nos direitos humanos quando uma pessoa com esse histórico de falas contra os direitos humanos é eleita para presidir uma comissão desse nível de importância para a Câmara e para o Brasil”.
Marta que alguns meses atrás se reuniu a frente evangélica para enterrar o PLC122 original, na desculpa por um "consenso" entre as partes, não se manifestou desde o dia 12 de Março, quando deu a declaração.
A justificativa não é tão difícil de imaginar, a Ministra pode ter muito trabalho, criando mais "auxílios migalhas", como a "bolsa cultura" para garantir a reeleição da Pres. Dilma ou deve estar economizando polêmica para o alto escalão do Governo Federal. 
Igualmente atada está Maria do Rosário, ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica, que deu a justificativa esfarrapada de seu silêncio, dizendo não poder fazer nada quanto ao caso, pois não pode interferir nos trabalhos da câmara federal.

Nós não as esquecemos Ministras...

#ForaFeliciano

Por Erik  

terça-feira, 12 de março de 2013

Movimento #ForaFeliciano ganha força!

Quase uma semana após a eleição que elegeu o pastor Marco Feliciano ( PSC ), como Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a onda de protestos ganha força e atinge artistas e o acomodado ativismo social.
Vale lembrar que Marco Feliciano é acusado de racismo, homofobia e intolerância religiosa, e não é difícil provar a sua culpa quando o mesmo usa a rede social para distribuir seu ódio e seu fundamentalismo.


Segundo o deputado, negros são amaldiçoados, gays e pessoas com o vírus da Aids não têm alma e religiões afro descendentes são pagãs, e nem a Igreja Católica saiu dessa. Marco publicou que o cristianismo católico é "fajuto e morto".
A revolta que tomou conta do Brasil, provocou protestos em todo o Brasil, em 10 capitais e cidades do interior do país.Artistas, pensadores, políticos e jornalistas também saíram em defesa e um Brasil sem preconceito e com uma CDHM mais justa e limpa.
A deputada Luiza Erundina (PSB) está apresentando a petição do Avaaz com 363.600 assinaturas contra a eleição de Marco Feliciano para presidente da CDHM da Câmara, na reunião da Frente Parlamentar de Defesa da Dignidade Humana e contra a Violação de Direitos em Brasília.
Hoje também o PSC decidiu manter a sua posição e o cargo do pastor como Presidente da Comissão e embora os protestos tenham chamado atenção,  o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), já havia dado o seu pitaco, desnecessário obviamente. Segundo o deputado, "apenas com um "fato novo" Feliciano seria levado a sair da presidência."

Vamos acompanhar e não esqueça que sábado (16) têm mais protesto na Paulista.









Por Erik

sexta-feira, 8 de março de 2013

Xuxa desabafa contra Marco Feliciano


Valeu Rainha!

terça-feira, 5 de março de 2013

O Brasil no caminho da teocracia

"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."
— Artigo 1º Declaração Universal dos Direitos do Homem




Hoje, 05 de Março de 2013, é um dia que marca uma nova fase da política brasileira. No início do mês o PARTIDO DOS TRABALHADORES (e é bom que se mostre os grandes responsáveis), decidiu não ocupar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias por um acordo consciente entre o governo e sua base aliada, no caso o PSC (Partido Social Cristão).
Os Direitos Humanos, área tão importante e séria, polêmica, racional, histórica, fazia do Brasil um dos países que mais lutavam pela liberdade da sua população. O Brasil que historicamente foi castigado pela colonização portuguesa, praticamente extinguiu seus primeiros habitantes, os índios, e até hoje tenta cicatrizar os cortes profundos da escravidão do negro. Esse mesmo Brasil que teve 21 anos de silêncio na ditadura militar que exilou artistas matou jornalistas e civis, calou políticos e diplomatas. 

Uma comissão tão importante como essa deve ser presidida por pessoas sérias e comprometida com a paz mundial e com a igualdade dos princípios. Não se deve entrar nessa luta, quem não luta por essa causa, quem tem em sua essência a divisão, a mancha do preconceito e muito mais que isso, não tem a simpatia do povo.
E desta forma vemos mais uma vez o Brasil perder sua diretriz, sua dignidade e sua paz. Hoje, como já se sabia, o "Cristão", Marco Feliciano foi escolhido para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias no Brasil.
Em 2011, Marco usou o Twitter para atacar a negros e homossexuais. Segundo o pastor, "os africanos são amaldiçoados". "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato", escreveu ontem. "A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!" e em outra oportunidade disse também que "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, a rejeição".

A escolha não é somente um atentado aos Direitos Humanos, mas a contra mão da democracia e o desrespeito à Constituição Federal, que há muito tempo está sendo "cagado" dia após dia por nossos parlamentares em Brasília e no resto do Brasil.
Um pastor assumindo uma posição que decide a vida de minorias, como nós gays, que o próprio cristianismo abomina, é a volta da teocracia no Brasil, prática que foi tantas vezes provada que não dá certo. O poder da política nas mãos de religiosos só tende a separar a civilização e desequilibrar a paz mundial.


Entre os projetos de lei apresentados por Feliciano, há um que institui o programa “Papai do Céu na Escola” na rede pública de ensino e outro que pretende sustar a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu como entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele propôs ainda um projeto de lei para punir quem sacrifica animais em rituais religiosos, prática adotada em algumas cerimônias do candomblé. Feliciano afirma que a comissão hoje se tornou um espaço de defesa de “privilégios” de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais e defende “maior equilíbrio”. Ele diz ter feito um cálculo: 90% do tempo da última gestão da comissão foram dedicados a assuntos relacionados à comunidade LGBT, deixando “em segundo plano” outras minorias como índios quilombolas e “crianças”.
Se algo nos impede de ir as ruas, usemos então nossos e-mails, redes sociais, sms. Não podemos deixar que o Brasil aceite mais essa afronta contra sua população.


Por Erik

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