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Eleições 2014 - Dila Rousseff x Aécio Neves

Veja as citações de cada um dos candidatos sobre os temas LGBT's.

Planeta G completa 5 anos!

Conheça um pouco mais de nossa história.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Mato Grosso se empenha contra a homofobia.

Foi publicado no Diário Oficial neste dia 02 em Mato Grosso, o decreto que cria o Grupo Estadual de Combate a Homofobia.
Com o objetivo de criar diretrizes e projetos que inibam os crimes de intolerância no Estado, o governo espera diminuir os números de casos e também criar estatísticas de casos e denúncias.
Segundo Clóvis Arantes, Presidente do Grupo Livre - Mente,  “A criação desse grupo é uma vitória. O grupo vai fazer uma estatística oficial dos casos de violência contra homossexuais. Temos alguns números, mas não são considerados oficiais. O maior problema é que os boletins de ocorrência, da forma como são feitos hoje, não mostram se houve ou não violência contra o homossexual. Além do mais, serão discutidas políticas públicas. O grupo é início do surgimento do Conselho de Direitos Humanos GLBT”.

O Planeta G parabeniza o Governo e a Secretaria de Segurança Pública por entrar na luta contra os crimes de intolerância e preconceito. Não poderemos avançar sem políticas públicas, e não poderemos avançar sem ter líderes de governo e parlamentares ao nosso lado.


Por Erik

Para rir um pouco assista "Another Gay"


Quatro amigos se formando se deparam com um dilema em comum, todos são VIRGENS.
Para acabarem com esse fato incomodo, os quatro fazem um pacto de perderem a virgindade até o verão e até lá dá para rir muito com essa comédia.
Nela há o mais acanhado, o mais afeminado, o mais solto, uma mãe Drag Queem e muito mais.
Vale a pena assistir essa comédia!

Veja Trailer





terça-feira, 3 de abril de 2012

Marta Suplicy, a mascarada! Parte 2

Em uma entrevista longa e muito interessante de se ler, os sargentos gays, Laci Marinho e Fernando Alcântara contam da sua vida no exército e depois de se assumirem publicamente homossexuais.

Em um dos trechos da entrevista, Laci desabafa e fala sobre Marta Suplicy e alguns "simpatizantes" da causa:

"Fernando pediu que Laci parasse com as críticas. O companheiro não lhe deu ouvidos. “Sabe o que eu penso”? Quando aprovarem a lei contra a homofobia, será a morte desses parasitas que vivem à custa da causa gay, mas que não fazem nada efetivamente para nos proteger.” E citou a senadora Marta Suplicy, do PT. “O que é a Marta? É nada. Ela só se aproveita da situação dos gays para ganhar votos. É uma cobra venenosa. Estivemos lá para falar com ela da nossa situação. Sabe o que ela fez? Tirou uma foto conosco, mandou colocar no Twitter e depois nos virou as costas como se não existíssemos”, disse. Fernando insistiu para que o companheiro se calasse. “Laci, fecha essa boca, já temos inimigos demais.” Laci continuou: “E esses dirigentes de associações de gays e lésbicas que só sabem pegar dinheiro do governo para fazer campanha contra a AIDS?” Fernando pôs a mão na cabeça em desespero. “É verdade, só sabem fazer encenação. Montam seminários caríssimos, ficam em hotel cinco estrelas, tudo à custa do governo. Depois, sacodem o cabelo e vão para a boate causar.” Dessa vez, Fernando foi firme: “Chega, Laci. Cala a boca. Pronto. Cassei a sua palavra.” Laci deu de ombros. Já ia voltar a falar quando foi interrompido pelo toque do celular. Não era um toque qualquer. Imitando o bordão de um programa humorístico da tevê, o aparelho dizia em tom sarcástico: “Ai, como eu tô bandida, ai, como eu tô maléfica.”. 

Quando publiquei a farsa que Marta Suplicy era para os LGBT, não faltaram críticas, apenas são claro, fatos para a defesa. E agora mais uma página dessa história nos mostra como falso é o envolvimento da Senadora pela causa LGBT. 

A farsa mais uma vez, apareceu!

Leia aqui o post que denunciamos a Senadora Marta Suplicy e sua "boa vontade"

Leia aqui a entrevista completa com os sargentos.



Por Erik

Primeiro transexual do Brasil lança livro com sua história.


A Secretaria de Estado da Cultura por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto com as Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU promovem o lançamento do livro “Viagem Solitária” de João Nery, no dia 03 de abril, às 19h, na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37.


No dia 04 de abril, às 19h, como continuidade da ação, João Nery realiza uma palestra magna, no Auditório Nelson Carneiro, na FMU, Av. Liberdade, 899, para alunos dos mais variados cursos da Universidade, abordando temas como diversidade sexual, identidade de gênero, direitos LGBT e história do Movimento Homossexual Brasileiro – MHB.


As ações, construídas com a coordenação do Curso de Serviço Social da FMU, contam ainda com a parceria da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo e da Coordenação Estadual de Política Públicas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.


João Nery é um homem transexual de 61 anos, psicólogo e autor de “Viagem Solitária”, livro autobiográfico onde narra sua infância triste e confusa, a adolescência conturbada, a perda de seu diploma de psicologia – que deixou de ter validade com a mudança de sexo – as dificuldades jurídicas quanto ao seu novo nome, os quatro casamentos e seu maior orgulho, a paternidade.


João nasceu mulher, mas sentia-se na condição de aprisionado a um corpo estranho, uma sensação que ele reconheceu desde muito cedo. Durante a Ditadura Militar, em 1977, se submeteu à primeira cirurgia de mudança de sexo. Naquela época, as clínicas e os hospitais ainda não estavam liberados para fazer esse tipo de cirurgia e os médicos que se propunham a realizá-las eram considerados mutiladores, a ponto do médico que operou o João chegar a ser indiciado por lesão corporal, devido à outra cirurgia de mudança de sexo que realizou.



A obra é um mergulho profundo na questão do gênero como identidade individual, mostrando as alegrias e tristezas, derrotas e vitórias e principalmente a coragem de quem decide se transformar naquilo que escolheu ser.


Lançamento de “Viagem Solitária”


03 de abril
Horário 19h
Local Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Público alvo: aberto



04 de abril
Horário 19h
Local: Auditório Nelson Carneiro da FMU – Av.Liberdade,899
Público alvo: aberto, com ênfase no corpo discente e docente do complexo FMU



ATUALIZADO


FOI UM SUCESSO! E GANHEI O MEU *-*



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mais duas TT's foram brutalmente assassinadas - Rio de Janeiro e Campinas

A onda de homofobia que assustou o Brasil no ano passado volta com força total. Os casos de intolerância no país nunca foram tão divulgados e denunciados.
TODOS estamos nos deparando com notícias de mortes por homofobia de vários jornais do país inteiro e identificamos que o número de mortes de travestis têm sido uma das mais denunciadas. Só no último mês foram três travestis mortas.

As últimas notícias de assassinato vieram do bairro de Lagoa das Pedras, em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio de Janeiro e de Campinas, São Paulo.
Edson de Souza Duarte, de 38 anos, também conhecido como Baga, foi encontrado carbonizado em sua própria casa. Vizinhos disseram ter Edson como uma pessoa querida e que estão muito assustados com o crime desse final de semana.
Sem pistas do assassinato, a polícia só disse desconfiar de morte por espancamento, e logo depois o corpo foi carbonizado.

Outro caso aconteceu em Campinas, SP. Karolly Mel, foi vítima de transfobia, morta a pauladas e foi jogada do carro. Karolly teve hemorragia cerebral e veio a falacer depois.

O Brasil peca nos Direitos Humanos, mas não nos Estados. Piauí, Alagoas, Bahia, São Paulo, Pará, entre outros estados estão avançando em suas políticas públicas na promoção da cidadania LGBT e o combate a homofobia. É preciso maior envolvimento da militância e maior comprometimento dos parlamentares quanto a esse assunto. 
A guerra é dura, leva tempo e conflitos com religião e com a sociedade, mas não podemos perder a esperança de ver uma sociedade melhor para se viver.
Estamos vivendo uma realidade dura e negra, necessitando urgentemente de atenção federal. Precisamos educar nossas crianças, lutar pelo estado laico e insistir em uma lei que criminalize a homofobia como crime de ódio e passível de prisão.

"Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer."
Santo Agostinho
Por Erik

domingo, 1 de abril de 2012

Minha História - Andréia Ferraresi, 68








Mulher aos 68

Transexual paulistana é a mais velha a fazer a cirurgia de redesignação sexual e diz que a vida está começando agora

Andréia Ferraresi, 68, no Ambulatório para Saúde integral de Travestis e Transexuais, na Vila Mariana, em São Paulo

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

RESUMO A cabeleireira aposentada Andréia Ferraresi, 68, de São Paulo, é a transexual mais velha do país a fazer uma cirurgia para troca de sexo. Registrada ao nascer como Orlando, ela esperava pela operação desde 1979, quando recebeu o diagnóstico de transexualidade. Sem dinheiro para pagar pelo procedimento, teve que aguardar até que a cirurgia fosse feita no SUS. Foi operada no dia 27 de fevereiro, no HC.

Sofri muito na vida por um conflito de identidade e esperei por essa cirurgia desde 1979, quando procurei o HC e recebi o diagnóstico de transexualidade.

Na época, o SUS não fazia a cirurgia. Quem fazia eram os médicos particulares. Fui a dois e me cobraram um preço exorbitante. Minha mãe disse que não tinha dinheiro e eu entendi. Ela já sofria, se sentia culpada por mim.

Sou a caçula de 11 irmãos e todos eram "normais". Os irmãos que nasceram pouco antes de mim eram homens e minha mãe queria que a última fosse menina. E nasceu uma menina, mas com os órgãos que os outros tinham.

O sofrimento sobrou para mim, com "bullying" na escola e aquele conflito de você sentir uma coisa e não ser o que você sente.

Na infância, só brincava com as meninas. Um dia, no colégio, ganhei uma boneca na rifa e os meninos falaram: "Mariquinha, mariquinha!". Eles pensavam que estavam me ofendendo, mas quanto mais falavam mais orgulho eu sentia da boneca.

Com 14 anos, peguei o vestido da minha irmã. O povo dizia que tinha caído certinho em mim. Minhas vizinhas me deram saias e comecei a usar roupa de mulher.

Quem aceitou mais foi minha mãe. Ela sempre quis me proteger. Mas meu pai e um irmão me perseguiram até eu fazer os exames que provaram que eu era transexual.

Quando saiu o diagnóstico me pediram até perdão. É muito ruim você se sentir reprimida pela própria família.

Ainda teve o regime militar. Os transexuais sofreram demais com perseguições policiais. Cheguei a ficar um mês na prisão, mas o juiz me soltou. Viram que eu não tinha perigo nenhum, nunca fui criatura de beber, de vida fácil. Sempre tive meu trabalho de cabeleireira.

O tempo foi passando até que encontrei o CRT [Ambulatório para Saúde Integral de Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids], em 2009. Quando cheguei, estava numa depressão fora do comum, um trapo.

Comecei o tratamento com o psiquiatra, tomei remédios por um ano e fui encaminhada para a operação. Sou a primeira do ambulatório a fazer a cirurgia e vou abrir a porta para muitas que precisam.

IDADE

O povo dizia: "Mas não é um pouco tarde para você fazer a cirurgia?". E eu respondia: "Não, eu ainda preciso viver, não vivi minha vida! Estou começando só agora".

Eu tenho idade de vovó, mas me sinto forte e feliz. A velhice está na cabeça das pessoas. Os homens, quando passam por mim na rua, falam: "Quanta saúde!".

Se eu puder pegar um forrozinho, eu vou, faço dança do ventre. Um médico me disse: "Do jeito que está indo, a senhora vai viver uns 95". E eu disse: "Quero viver ainda mais, doutor!".

A cirurgia mudou tudo. Esqueci aquele passado de sofrimento. O que interessa agora é daqui pra frente.

Fiquei muito satisfeita com o resultado. Não tem uma cicatriz. Parece que eu nasci assim. Estou até me sentindo mais bonita.

Já uso o nome Andréia Ferraresi porque um juiz me deu autorização, mas agora está correndo o processo de mudança de sexo também no registro. Quero que aconteça rápido porque preciso casar, preciso de um amor.

Estou solteira, mas a minha felicidade é tanta que namorar é coisa secundária. Quero um amorzinho, mas com o pé no chão. Ficar na vida promíscua eu não quero, porque hoje em dia a doença venérea está demais.

Eu transava bastante quando era mais nova e não tinha Aids. Era um tempo bom. Pena que não vivi integralmente com essa periquita (risos).

Hoje me valorizo mais. A vida não se resume em sexo. Não é porque fiz a cirurgia que vou ficar no oba-oba. Eu fiz para mim, para a minha identidade, para me olhar no espelho e ver que sou mulher, não ver aquela coisa estranha que não estava combinando.

A cabeça da gente muda quando sai da mesa de operação. Ela elimina o que você tem de transtorno na sua cabeça. Fui solta de uma gaiola que me aprisionou por todos esses anos.

Hoje, a passarinha está voando, solta, feliz da vida. Os problemas parecem não ter o tamanho que tinham. Antes pensava que se não consegui um emprego era por causa de preconceito. Hoje dou uma banana pro preconceito. Só importa que estou feliz da vida, mostrando que idade não tem nada a ver.




Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 31 de março de 2012

Discurso de Geraldo Alckmin em encontro com representantes LGBT


Geraldo Alckmin: Olha, cumprimentar a todos, muito boa tarde, e agradecer a presença muito afetiva aqui de todos vocês. Cumprimentar o Vagner Pires; nosso deputado Milton Flávio; vereador Floriano Pesaro, cumprimentando pela iniciativa do projeto de lei, parabéns; O Franco, coordenador de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo; a Heloísa Gama Alves, coordenadora de Políticas Para Diversidade Sexual da Secretaria de Justiça; Secretaria da Justiça são todas Heloísas, não é? O Cássio Rodrigo, da Cultura; o Marcos Fernandes aqui conosco; o Vagner Tornoloni; a Fernanda Bandeira de Mello, do nosso Condephaat; a Maria Clara Gianna, da Secretaria da Saúde; a Marisa Fernandes, da Secretaria da Administração Penitenciária.
...

Estou muito feliz em recebê-los, viu? Muito feliz. Obrigado. É o Marcos Fernandes, eu citei, e o Vagner. A alegria de recebê-los, viu? São Paulo tem no seu DNA uma terra que luta contra preconceito, descriminação, injustiça, terra da liberdade, da paz, terra cosmopolita, não é? Onde japonês fala português com sotaque italiano, não é? Então, São Paulo, que tem a maior Parada do mundo, desde 2005 no Guinness Book, São Paulo que é vanguarda nos direitos humanos, direitos da cidadania, direitos da pessoa, da dignidade da pessoa humana.

Por isso em 2001, há 11 anos, sancionamos a Lei 10.948, que criminaliza qualquer ato de homofobia no Estado de São Paulo. E quero dizer do nosso compromisso que essa legislação também vá a nível, em nível federal. Então, uma alegria recebê-los e dizer do nosso compromisso; nós vamos fazer, empossar aí a Eloisa, Secretaria da Justiça o Comitê Intersecretarial, para a defesa da diversidade sexual. E com a pauta, tem aqui um verdadeiro programa de Governo, não é? Está pesada, não é? Um verdadeiro programa de Governo, que trata de informação, educação, né?

De ducor, do latim, de como é como se conduzir em sociedade, respeitar as pessoas, garantir o direito as pessoas, a cidadania, cultura, e aqui colocou bem o Cássio. Segurança pública; não adianta ter lei se ela não é respeitada, não é cumprida, se não tem punição, então, segurança pública. Preparo dos nossos recursos humanos para servir a sociedade. Saúde, políticas públicas de saúde, é importante. Turismo, economia, geração de renda, lazer, todas as políticas públicas, esporte, enfim. Tem aqui um verdadeiro roteiro de trabalho, que envolve múltiplas Secretarias, e mais do que Secretarias, interface com municípios. Eu fico feliz de ter aqui a Prefeitura de São Paulo, ter a prefeitura de Campinas. Interiorizar essas informações, levar essas políticas para os 645 municípios do estado, com o Governo federal, e principalmente com a sociedade civil organizada.

Então é para nós uma grande alegria recebê-los, trabalharmos juntos, no sentido de construirmos uma sociedade mais justa, uma sociedade melhor. Diz que a injustiça cometida contra uma pessoa é uma ameaça a toda a sociedade. Não pode ser tolerada.

Geraldo Alckmin - Governador do Estado de São Paulo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Governo assina compromisso sul-americano para LGBT, mas ninguém soube!



Foi aprovada nesta quinta-feira (29), durante a 21ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados (Raadh), em Buenos Aires, uma declaração conjunta de repúdio a todos os atos de violência contra a população LGBT. A proposta foi feita pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
Na declaração, os Estados assumem a responsabilidade de adotar, dentro dos parâmetros das instituições jurídicas de cada país, “políticas públicas contra a discriminação de pessoas em razão de sua orientação sexual e identidade de gênero”. O texto sugere ainda a criação, no âmbito da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, de uma Unidade para os Direitos LGTB. Leia abaixo a íntegra da declaração:
Declaração da RAADH sobre os direitos da População LGBT
Visto
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticosm, o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (San Salvador); A Declaração sobre a Orientação Sexual e Identidade de Gênero das Nações Unidas de 2008, a Declaração do Mercosul sobre os Direitos das Minorias Sexuais, 2007 ;
Considerando-se

Que os atos de violência e outras violações dos direitos humanos contra pessoas por causa da orientação sexual e identidade de gênero, são de grande preocupação;
Que o direito de viver livre de violência inclui, entre outros, o direito de estar livre de todas as formas de discriminação;
Só a erradicação da discriminação garante uma vida decente, o gozo e exercício pleno de todos os direitos, e a vigência do Estado Democrático de Direito;
O estabelecimento, pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Unidade para os Direitos das lésbicas, gays e transexuais, bissexuais e intersexuais (LGBTI);
Declara
Seu compromisso com a adoção, dentro dos parâmetros das instituições jurídicas de direito interno, de políticas públicas contra a discriminação contra as pessoas por causa da orientação sexual e identidade de gênero.
Sua condenação quanto à discriminação contra pessoas em razão da orientação sexual e identidade de gênero e insta os Estados a eliminar as barreiras enfrentadas lésbicas, gays, bisexuais, travestis, transexuais e intersexuais no acesso aos direitos;
Sua rejeição à violência e violações dos direitos humanos contra as pessoas LGBTI e insta os Estados a prevenir, investigar e garantir que as vítimas recebam a proteção judicial devida em condições de igualdade;

21ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados (Raadh)


Fonte: Secretária de Direitos Humanos

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeepa, para tudo! Tudo isso aconteceu e ninguém sabe? Nenhuma divulgação? Nenhuma mobilização?
Por enquanto não vou julgar e nem formar opiniões sobre o caso, mas estou de olho se isso vai ser levado a sério, pois ultimamente só estamos apanhando desse governo.
Só para completar, Maria do Rosário deveria aparecer mais, está meia apagadinha neh ? Essa SDH está trabalhando muito pouco para um país feito o Brasil, que sofre com a falta de Direitos Humanos.

Por Erik


quarta-feira, 28 de março de 2012

Casarão Brasil produz Documentário sobre Direitos LGBT ( SP )


O Casarão Brasil está em parceria com a produção de um Documentário sobre Direitos LGBT. Certos de que esse trabalho trará visibilidade e credenciará nossa luta.
Para isso buscamos pessoas interessadas em participar dessa atividade, o foco são casais LGBT´s que estão constituindo família, com união estável, buscando adoção (ou fertilização), dupla paternidade ou maternidade, adoções ou já possuam filho de um dos indivíduos do casal. Também que estejam adicionar parceiros como dependentes em planos de saúde, seguro de vida etc ou que já tenham conseguido. Quem tiver interesse em contribuir peço que me enviem mensagem por aqui, e passo maiores detalhes. Obrigado. Presidente Casarão Brasil.www.casaraobrasil.org.br


Câmara do Rio não votará proibição de kit anti homofobia



O deputado Jair Bolsonaro, autor do projeto que proíbe
o kit anti-homofobia

Depois de uma manobra para retirar da pauta de votação o projeto de lei que proíbe a divulgação de qualquer tipo de material didático com orientações sobre a diversidade sexual nas escolas da capital fluminense, os vereadores contrários à proposta querem promover uma audiência pública para discutir a questão da homofobia e do preconceito.

O Projeto de Lei 1.082/2011, de autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PP), deveria ter sido votado nessa terça-feira, em segunda instância, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, mas duas emendas foram apresentadas ao texto e a proposta precisará voltar a ser apreciada por comissões.

Contrário ao projeto, o vereador Paulo Messina (PV) apresentou uma emenda pedindo a exclusão da palavra “diversidade” da redação. “Foi uma manobra legal. Nosso principal objetivo foi o de ganhar tempo para reflexão sobre o assunto ou o projeto já teria sido aprovado por absoluta maioria”, explicou.

Agora, ele pretende convocar uma audiência pública nos próximos dias com a presença de especialistas em educação para que a população e os vereadores saibam mais sobre a questão da homofobia nas escolas e o papel dos materiais didáticos no combate ao preconceito.

“É absurdo achar que alguém se tornará homossexual se tiver aulas sobre diversidade”, afirmou o vereador. “O projeto proíbe todo o tipo de material. Isso é muito grave. Que cidade será essa se não pudermos combater a intolerância e o preconceito nas escolas?”, questiona Messina.

O vereador Dr. Edison da Creatinina (PV) também entrou com uma emenda para alterar o conteúdo do projeto. Dessa forma, a proposta precisa ser analisada pelas comissões de Educação e Cultura, Justiça e Redação, Direitos Humanos, Direitos da Criança e do Adolescente e Administração, antes de poder ser votada novamente. Cada comissão tem até 14 dias para analisar a proposta.

A assessoria de Carlos Bolsonaro, autor do projeto, informou que a expectativa do vereador é que as emendas sejam derrubadas quando o projeto voltar para a pauta e que o texto original seja aprovado sem alterações.

Durante a sessão de ontem, grupos de defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e travestis protestaram com faixas e cartazes e vaiaram os defensores da proposta. Dos 51 vereadores da casa, 21 votaram a favor do projeto e nove contra, na primeira instância.

*Fonte: Agência Brasil.

Governador de São Paulo recebe lideranças LGBT no Palácio dos Bandeirantes


Ontem (27), o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, recebeu lideranças LGBT no Palácio dos Bandeirantes para receber em mãos as propostas da II Conferência LGBT do Estado de São Paulo. Na mesma oportunidade o governador foi convidado para participar da 16° Parada do Orgulho Gay da Cidade de São Paulo.
São Paulo têm tido grande êxito nas políticas públicas voltadas à comunidade gay, como publicamos em Dezembro do ano passado, o estado fechou o ano com mais de 50% das propostas da I Conferência concluídas, além disse é bom destacar sempre os programas pioneiros como o Ambulatório de Especialidades para TT's, programas nas penitenciarias e eventos culturais.


O vereador Floriano Pesaro aproveitou do evento para assinar o PL que institui o dia 17 de Maio como o Dia Municipal de Combate a Homofobia.
Com grande surpresa e entusiasmo fomos agraciados com o apoio do Governador Geraldo Alckmin por uma lei que criminalize a homofobia em âmbito federal. Surpresa que talvez não devêssemos sentir já que Geraldo é um dos maiores aliados da causa na política pública.
Encontravam-se no evento a Coord. Estadual de Assuntos da Diversidade Sexual, Heloísa Alves, o Presidente Nacional do Diversidade Tucana, Marcos Fernandes, a advogada especializada na diversidade sexual, Rachel Rocha, o líder da Igreja Inclusiva no Brasil, Pr. Cristiano Valério,o Presidente do Casarão Brasil, Karl Pinheiro, entre outros.



Por Erik

Saí do Armário - Anônimo

Bem, infelizmente nosso leitor não deixou suas informações pessoais para divulgação, porém sua história merece  ser publicada.

"Eu demorei muito para admitir a minha condição sexual... Mesmo sabendo que gostava de homens ficava tentando encontrar uma garota que talvez me fizesse "esquecer" o "problema". O interessante é que quando eu me aceitei, passei a ter um grande orgulho por ser homem, coisa que antes eu não tinha. Assim, eu não apenas assumi minha homossexualidade, mas também aceitei toda a minha masculinidade!Como sempre digo, um homem pode ser macho gostando de outro homem... Não existe nada no mundo que impeça isto. Hoje tenho 23 anos e sai do armário há uns cinco meses... Tudo tem sido tranquilo. Quando contei para a minha mãe e minha irmã, elas aceitaram numa boa. Antes disso, eu fiz com que elas assistissem diversos filmes sobre esta temática para que compreendessem que muitos gay possuem uma vida normal e que não se trata apenas de sexo. Foi muito legal... Hoje nós conversamos sobre tudo e não preciso esconder nada. Já com o meu pai (eu contei faz apenas três dias), foi mais difícil. Ele não falou nada de ruim para mim, mas ficou bastante desesperado e me pediu para eu continuar tentando a gostar de garotas... Estou muito preocupado com ele, pois ele só chora, apesar de continuar me tratando bem... Espero que com o tempo ele aceite... Eu, no entanto, estou muito feliz, como se um grande peso tivesse saído de meus ombros. Agora estou livre para viver a minha vida!"


Anônimo

segunda-feira, 26 de março de 2012

Rio de Janeiro poderá aprovar lei que encoraja a homofobia e a intolerânca

Em defesa da família e dos bons costumes, Carlos Bolsonaro, vereador da cidade do Rio de Janeiro voltará a colocar em foco seu projeto de lei de caráter homofóbico e intolerante.
O "bolsonarinho" aprendeu muito bem com seu pai, e agora levanta a bandeira de guerra contra a comunidade LGBT. O projeto já foi aprovado em uma primeira votação e volta a ser discutido amanhã na câmara dos vereadores da cidade considerada um dos maiores e melhores destinos gays do mundo.


Veja o projeto de lei clicando aqui.


Segundo o texto, o Rio de Janeiro poderá proibir qualquer material ou exposição que vise abordar o assunto orientação sexual nas escolas da cidade. É de grande importância que a comunidade gay, principalmente do Rio, pressione os vereadores e o prefeito da cidade para que essa lei não entre em vigor, pois será um adubo para a intolerância, a ignorância e a homofobia nas escolas.


Força Rio...força contra a elite do mal!!!


Veja vereadores que votaram a favor dessa lei tenebrosa.


Por Erik

domingo, 25 de março de 2012

Sandy - "Todos devem ter o mesmo direito: de ser feliz."

"Vejo como uma coisa natural. Sou a favor do casamento gay. Acho que todo mundo tem os mesmos direitos: de ser feliz. O problema maior hoje é a homofobia, crime hediondo, cruel. A gente, às vezes, fica focada nos grandes centros, e esquece que no interior do país, nos redutos atrasados, a homofobia está presente de forma muito mais selvagem, diante da ausência do Estado"



O Planeta G parabeniza a cantora Sandy por sua posição corajosa e lúcida dobre a questão LGBT. Sandy traz ao movimento LGBT mais uma carga de esperança, haja ver que os artistas brasileiros ainda têm grandes dificuldades de "dar a cara a tapa" e mostrar suas reais posições contra ou a favor de certos assuntos.
É valido lembrar que além de se mostrar favorável ao casamento gay e contra a homofobia, Sandy chama a atenção para a homofobia no interior do país. Você identifica uma pessoa que realmente se preocupa com a causa por essas atitudes, que além de se expressar, puxa a responsabilidade para sí e explora ainda mais nossas dificuldades afim de ajudar nas nossas conquistas e vitórias.

Parabéns Sandy!




Por Erik

sexta-feira, 23 de março de 2012

Saí do Armário - Gustavo Garcia

Queremos saber a sua história! Nos conte como foi sair do armário e mostrar ao mundo seu orgulho de ser o que é. Mande seu depoimento por facebook ou e-mail e participe!

Gustavo Garcia

Quando tinha 18 anos (tenho 21) meu padrasto faleceu dei toda a assistência possível pra minha mãe,ela estava fragilizada é claro mas depois do enterro tive certeza de que era o momento certo,durante uma conversa ela mencionou que logo eu estaria casado e chegariam os netos eu disse que me casar podia até acontecer mas os netos demorariam devido a burocracia da adoção,nesse momento ela já começa a chorar,e me disse coisas horríveis no calor do momento,disse que eu nunca saberia o que é ter uma família,que ela não queria isso pra minha vida e nem pra dela,mas que ao mesmo tempo ela não podia fazer nada,afinal ela sempre havia feito de tudo pra reprimir minhas tendencias,já frequentei psicólogos e fui matriculado em muitos esportes numa tentativa frustada de minha mãe,mas após essa revelação e o diálogo num rio de lágrimas no dia seguinte ela agia como se eu não houvesse lhe dito nada,com o passar das semanas fui introduzindo o diálogo devagar e aproximadamente 1 semana depois falávamos sobre isso com tranquilidade,hoje somos muito amigos. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

As escolas brasileiras pedem socorro. A homofobia pede licença.


O bullying  é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, tiranete ou valentão) ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. (Wikipédia)
 O bullying não é um ato novo, principalmente nas escolas. É uma violência gratuita que se arrasta pelo mundo desde muito antes de se pensar nesse assunto aqui no Brasil.



Em 1998 uma pesquisa revelou que nos Estados Unidos uma pessoas sofria bullying cerca de 26 vezes ao dia, ou uma vez a cada 14 minutos. Na Grã-Bretanha cerca de dois terços de estudantes gays também já haviam sofrido violência.
Um dos resultados do bullying é talvez o maior atentado da humanidade, o suicídio. Em pesquisa já em 1979, 40% dos homens homossexuais e 39% das mulheres já havia tentando se matar por causa do bullying. 
Muitos casos de suicídio aconteceram principalmente nos anos 90 e agora uma nova febre de bullying cerca o mundo e chega ao Brasil com força.

Só no último mês houve três casos de grande visibilidade aqui no Brasil, sendo com uma morte no Espirito Santo e dois afastamentos da escola por medo, um garoto do Rio Grande do Sul e um de São Paulo.
O que vemos hoje são escolas com ensinamentos e didáticas tão obsoletas que não acompanham o mundo moderno e suas novas tendências e tecnologias. 
Não consigo identificar nas escolas a capacidade de envolver as crianças e jovens, e dessa mesma forma enquadrar esses alunos no novo modelo de sociedade que está se formando. A escola é um local de tal importância para as crianças, que é dali que a maioria já sai com seus conceitos formados, suas metas de vida, seus anseios e seus sonhos, porém sinto a realidade estudantil cada vez mais distante da realidade.

Há solução para o bullying ?
claro que há. O que precisa é ter além de força de vontade da iniciativa pública, ou seja, dos governos em todos os seus âmbitos, o envolvimento, a paixão e a força e apoio dos professores e funcionários das escolas. Abordar a intolerância e suas consequências pode ser uma saída quando se tenta conscientizar esses alunos do perigo do bullying.
No caso dos gays, é preciso que o Ministério da Educação crie sem correntes ou tensões, um material realmente forte e de conscientização sobre a diversidade sexual, a orientação sexual, hábitos, costumes e sexo. Uma grande iniciativa pode ser palestras e dinâmicas com filmes, documentários e textos.
A escola é um lugar de aprendizado, portanto se faz necessário voltar a ensinar as crianças a serem mais que cidadãos, mas acima de tudo HUMANOS.


Por Erik

sábado, 17 de março de 2012

Blue Space comemora 16 anos em São Paulo


A tradicional casa noturna Blue Space de São Paulo têm noite de glamour em comemoração aos seus 16 anos de noite.
Para quem conhece o espaço azul de coração grande e portas abertas não pode deixar de fazer parte dessa festa.
A noite será de elite, pois estão escaladas Silvetty Montilla, Alexia Twister,Danny Colwt, Thália Bombinha, Yuri  Mix e muito mais, sem esquecer da magia do ballet Blue Space.
Tenho certeza que mais um ano a Blue vai vir com o que sabe fazer melhor, maravilhosos shows e muita música boa, mas se quizer realmente fazer parte disso tudo vai uma dica, CHEGUE CEDO. A casa costuma lotar e fechar as portas de tantas pessoas.

Parabéns Staff Blue Space, Ballet, artistas e Victor por mais um ano de grande sucesso.

Informações:

Rua Brigadeiro Galvão, 723 - Barra Funda
São Paulo/SP 
(11) 3666.1616 / (11)3826.7157 

Por Erik

sexta-feira, 16 de março de 2012

A homofobia que vem de cima.

Nota por Marcelo Gerald
Ativistas de Direitos Humanos sofrem no governo Dilma, se for ativista LGBT a dose de angústia é diariamente garantida, só nas últimas semanas assistimos o veto ao vídeo de campanha de prevenção à AIDS voltado a LGBT, O Ministro da Educação que não acredita na educação contra a homofobia e intolerância e resultou no enterro do programa “Escola sem homofobia” e no dia de hoje nos deparamos com um texto ultra-homofóbico, conservador e cheio de equívocos contra o PLC122, se fosse postado em um site dos partidos conservadores, teocratas ou de extrema direita não me surpreenderiam, mas está online em um portal oficial do Partido dos Trabalhadores.
Dá pra piorar? Se o alvo for gays, Amazônia, meio ambiente, direito das mulheres, o PT e o governo mostram que sim!
Enquanto isso as mortes, agressões e o bullying contra LGBTs segue aumentando.
O texto abaixo contesta os absurdos postados no site oficial do PT no Senado:

 João Pereira Coutinho sobre homofobia: mais um que fala do que não sabe

 Quando o assunto é homofobia, PLC 122/2006,  fico embasbacado com a quantidade de especialistas posers no assunto, tais como juristas que nunca pisaram numa faculdade de Direito: é o caso do supremo doxósofo Reinaldo Azevedo, do homofóbico líder do movimento em defesa(?) da família(?) Júlio Severo (em duas oportunidades: aqui e aqui), da “psicóloga cristã” Marisa Lobo e, claro, do pastor Malafaia.
O último a fazer parte desse seleto grupo de palpiteiros de plantão, com um artigo que só faz sentido na cabeça do autor, é João Pereira Coutinho, colunista da Folha de São Paulo. Let’s go!
1. “É perfeitamente legítimo que um heterossexual não goste de homossexuais, como é legítimo o inverso.”
PLC 122/2006 nunca quis acabar com direito de gostar ou não de alguém, como, ainda hoje, a Lei Antirracismo (Lei n 7.716/89) não limpou o “lixo que há na cabeça dos seres humanos”   racistas – para usar das palavras do próprio colunista. O problema é manifestar racismo e discriminar com base nele e, analogamente, seria crime expressar a homofobia ou a prática discriminatória homofóbica.
2. Sobre Oscar Wilde, na hipótese de que as afirmações estejam corretas, nada apaga o fato de que antigamente e ainda hoje a homossexualidade (o ser e suas práticas afetivo-sexuais e não só estas) são criminalizadas.
E não se trata de uma hipocrisia da sociedade para “manter os seus vícios em privado”, é perseguição criminosa e aberta. Citamos como exemplo Uganda, onde um projeto de lei propõe impor a pena de morte aos gays e pena de prisão de até 07 anos a amigos e familiares que não informarem a existência de LGBTs às autoridades. Se uma imagem vale mais que mil palavras, fique registrada esta cena da execução de dois jovens no Irã porque eram… gays:
 3. Não há confusão conceitual no “Projeto Marta” (ao qual já fiz críticas). Há confusão conceitual por parte do autor do artigo.
Resumidamente, homofobia é um receio irracional ou aversão às pessoas do grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), sendo um preconceito análogo ao racismo, à xenofobia, ao antissemitismo, ao sexismo, e se manifesta por meio de discursos de ódio, incitação à discriminação, violência verbal, psicológica, assassinatos (conceito da “Resolução sobre a homofobia na Europa”).
Juridicamente, a homofobia é toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em orientação sexual ou identidade de gênero que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em um mesmo plano (em igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública.
É com esses conceitos que um juiz irá verificar se, no caso concreto, há ou não homofobia, isto é, se houve uma conduta homofóbica (só se pode criminalizar conduta, manifestação de ideias).
4. Se o colunista saísse um pouco de sua sala confortável e fosse às ruas veria que, apesar de nós, alfabetizados, sabermos que ser LGBT não é doença, não é o que pensa a esmagadora maioria da população brasileira.
E ainda somos obrigados a ouvir isso por parte de “representantes do povo” em pleno Congresso Nacional, isso quando não relacionam levianamente LGBTs à pedofilia (Myrian Rios, Magno Malta, Bolsonaro etc.).
A alegação de que é doença, perversão, opção é irracional e, em muitos casos, estúpida, mas é corrente e usada para convencer as massas – pouco dispostas a qualquer esforço pensante – de que o projeto é errado e para isso contam com a superexposição midiática, sobretudo na  TV.
5. “O problema está em saber distinguir o momento em que uma aversão se converte em crime público. Porque a mera aversão não constitui, por si só, um crime.”
Claro que não! Custava consultar um jurista antes de escrever tamanha sandice?
A liberdade de consciência é ilimitada. Qualquer um pode pensar o que quiser de quem quiser, gostar ou não gostar. O Direito só entra em ação para punir quando as ideias são exteriorizadas ou postas em prática.
6. “Por mais que isso ofenda o espírito civilizado de Marta Suplicy, é perfeitamente legítimo que um heterossexual não goste de homossexuais. Como é perfeitamente legítimo o seu inverso.”
Por analogia, é perfeitamente legítimo que um nazista não goste de negros? Não, pode-se até aceitar que ele pense assim, mas nunca externar ou pôr em prática as ideias, pois isso é crime. Preconceito – ou o malabarismo semântico de “ter aversão” – é, por definição mais usual, uma ideia imoral, antiética, nada legítima.
No “vasto mundo da estupidez humana”, pode-se ser racista, antissemita, anti-nordestinos, contra religiões, mas para tais casos há crime; para a homofobia, preconceito análogo e tão ou mais intenso que aqueles, não.
7. O PLC 122/2006 só pune a “aversão” que se manifesta num preconceito externado ou numa prática discriminatória.
É bem verdade que “crimes não têm sexo, nem cor, nem religião”, mas, tal qual a homofobia, quem os comete só o faz justamente porque sabe ou supõe essa condição/característica de sua vítima. 
8. Sobre Themis e sua clássica venda, o advogado e filósofo Nilo Ferreira Pinto Júnior, em excelente artigo intitulado “A deusa da Justiça”[1] desmistifica a incorreta representação da deusa da Justiça como uma mulher vendada.  Nas primeiras representações não havia venda nos olhos,
9. Refazendo o último parágrafo: “Pretender criminalizar o racismo porque não se gosta de ideias racistas é querer limpar o lixo que há na cabeça dos seres humanos. Essa ambição é compreensível em regimes autoritários, que faziam da lavagem cerebral um método de uniformização. Não deveria ser levado a sério por um Estado democrático.”
 Ficou fácil perceber?
A criminalização é apenas um mecanismo. Em que pese a nossa presidenta ter vetado Kit Anti-homofobia para não “fazer propagada de opção sexual” mesmo tendo a UNESCO já reconhecido o problema da homofobia nas escolas, culturalmente, só a educação que combata o  preconceito e discriminação pode transformar o Brasil num país que, de fato, busca promover o “bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação“, como manda nossa Constituição.
O que não deveria ser levado a sério por ninguém é um artigo tão raso e falacioso. Se a FSP quer mostrar a opinião de quem se opõe ao PLC 122/2006, deveria procurar gente mais preparada, se bem que os maiores opositores (quase todos no início desse post) tem argumentos tão resistentes quanto um castelo de areia frente a uma tsunami.
“Aquele que fala daquilo que não conhece prova que conhece, pelo menos, o direito da burrice livre.” (Neimar de Barros)


Leia Mais Em: http://www.plc122.com.br/pt-posta-texto-homofobico-equivocado-contra-plc122/#ixzz1pKy8B4AJ

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