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segunda-feira, 5 de março de 2012

Entrevista Especial com Thália Bombinha

E mais fofa Drag Queen de São Paulo esbanja bom humor e criativade nos palcos de sampa. Thália Bombinha é   nordestina de Recife\Pernambuco e nascida em 08 de Dezembro de 1972. Veio para São Paulo novinha, com apenas 2 anos de idade e aqui conseguiu se tornar Diva.

Confira com exclusividade mais uma entrevista com uma das artistas mais queridas da noite, Thália Bombinha.



Geralmente o fã que assiste ao vivo ou em vídeo, algum dos seus show, deve se perguntar como que começou sua carreira.Conte um pouco para nós como foi que nasceu Thália Bombinha, o seu começo na cena gay e nos palcos desde a Nostro.
Tudo começou na Nostro Mondo. Trabalhava lá como recepcionista e com o tempo fui fazendo amizade com o pessoal do show. Daí surgiu a idéia de me “montar”. Fui pegando alguns truques de maquiagem, cabelo...
Em 1997 um funcionário fez uma festa de aniversário na Nostro e me convidou pra apresentar o show. Depois desse dia, Pandora Boat me convidou para fazer parte do elenco de seu show (que acontecia aos domingos).




Conhecendo seu perfil como conhecemos Thália, sabemos que você não subiu na vida como artista passando por cima de ninguém, mas sim pela sua competência, sua criatividade e sem dúvida talento. Conte-nos como foi chegar onde chegou, sendo apresentadora da Tunnel e artista cobiçada por toda boate gay?
Conseguir uma oportunidade de mostrar o seu trabalho era muito difícil há 15 anos.
Por isso sei que devo muito a Pandora Boat e Silvetty Montilla. As duas acreditaram em mim, me pegaram pelas mãos e me apresentaram aos proprietários e diretores artísticos da época.
Daí em diante você começa a caminhar com as próprias pernas e escreve sua história.

Teve algum show que você para e encara como o mais significativo na sua vida?
Meu primeiro Especial na Blue Space, em 2002. Ser convidada pra fazer um Especial na Blue Space sempre foi uma honra pra qualquer profissional da noite.

Já aconteceu algo inesperado em algum show?
Já aconteceram muitas coisas inesperadas... Peruca que cai vestido que rasga salto que fica preso em alguma parte do palco etc. Mas sempre levamos tudo com muito bom humor.

Uma característica dos seus shows é curiosamente "gongar" você mesma. Como é que você lida com isso, até por que o público adora e ajuda muito.
Quando eu trabalhava na Nostro como recepcionista, escutava muitas reclamações sobre artistas que brincavam com o público de uma forma negativa. Quando comecei a trabalhar com o microfone (chamamos de “fazer platéia”) achei que o mais justo seria brincar com a minha própria figura. Deu certo e o público se diverte.



No começo de sua carreira houve alguma inspiração em especial, alguém em quem se espelhar e seguir em frente?
Não digo que foi uma inspiração, mas fiz uma escola muito boa com Pandora Boat, Simplismente Nenê, Liliam Paixão, Frank Ross, Silvetty Montila, Natasha Rasha, Miss Biá. Aprendi muito com todos eles.


Você divide o palco da Blue Space com uma "tropa" de artistas invejaveis e super selecionadas, e não é difícil enxergar sua dedicação e amor em fazer Blue Space.O que a Blue representa pra você hoje?
Todas as casas que nos dão oportunidade de trabalho são importantes para nós. Mas não podemos negar que a Blue Space é a que mais investe no espetáculo. Cenários, figurinos, criação dos shows, edição de músicas, ballet, tudo lá dentro é criado por profissionais pra cada função. Então o contato que mantemos com a casa, durante a semana, se torna maior, o que aumenta mais a amizade e a intimidade.

Outra casa a qual te acolhe há muitos anos é a conceituada Tunnel, com sua domingueira tradicional e animada. Como é ter um espaço tão gratificante em uma casa como a Tunnel?
A Tunnel é uma casa muito gostosa. O convite veio do Jerônimo (diretor artístico na época) e confesso que fiquei apavorada no início, afinal a responsabilidade é muito grande.
Hoje, nossa domingueira é uma grande festa. Sempre tenho a impressão que estou em casa com meus amigos.

Como é sua relação com seu público?
O público sempre me acolheu de forma muito gentil e carinhosa. Diariamente recebo mensagens através das redes sociais e e-mails. Sempre após os shows existem pessoas esperando pra falar com a gente, pedir pra tirar uma foto.
Isso tudo é muito gratificante. Já recebi mensagens do exterior, de pessoas que nunca me viram pessoalmente, mas conhecem meu trabalho através da internet.
Só tenho que agradecer por tanto carinho.

Atualmente Thália Bombinha trabalha mais aos sábados e domingos. Geralmente aos sábados viaja pelo interior ou outras capitais. Todos os domingos trabalha nas boates Freedom, Tunnel, Nostro Mondo e Blue Space.


"Agradeço a atenção e respeito comigo e com meu trabalho e o convite para a entrevista.
Um grande beijo no coração de vocês."
Thália Bombinha

"Thália Bombinha representa na minha vida uma superação e simbolo de alegria. E acreditem, não é preciso ter sempre alguém do seu lado para que ela faça parte de sua vida. Quero agradecer do fundo do meu coração a oportunidade de entrevistar Thália. É uma artista completa, uma caricata genial, uma atriz maravilhosa, uma pessoa fascinante."
Erik Henrique


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Fiquei quase meia hora olhando para a tela do computador pensando o que deveria escrever. Cheguei a pensar em ligar para Thalia e pedir ajuda, mas ja imaginei que só iria piorar a situação...
Imagine a cena: "Thalia, o que eu escrevo pra voce?" e ela "Sei, lá, caralho, fala qualquer coisa!" e daí em diante a gente só iria falar bobagens e dar muita risada.
Pois é assim mesmo que posso, no minimo, definir nossa amizade. Somos amigos dentro e fora dos palcos, temos tantas coisas do dia a dia em comum, nossas paixoes por animais, nossas correrias, nossos problemas, tudo. Conversamos muito, nos apoiamos e nos divertimos sempre tanto nos shows quanto nos bastidores. Então fica dificil tentar fazer depoimento sem ser meloso pra quem faz parte da vida da gente. Só mesmo desejar tudo aquilo que ficamos sonhando sempre, ali no cantinho, enquanto não solta o proximo numero. só posso dizer que me considero uma pessoa de sorte, por ter amigos como voce, Thalia.
O resto a gente nem precisa dizer, né?"
 MURILLO FLORES
NATA$HARA$HA


"Oque falar de Thalia Bombinha... uma pessoa que aprendi a amar, adimirar seu trabalho, sua pessoa e seu carater..Tive imenso prazer de me aproximar dela e ter sua amizade e seu carinho.
É muito prazerozo ser amigo dela e de ter tão próximo este carater e essa mega pessoa do bem. Desejo do fundo do meu coração que DEUS conceda a ela muitas benção em sua vida. TE AMO."
Digo Tunnel, amigo.



"A Thalia é uma pessoa fantástica, humilde, batalhadora e ótima profissional, merecedora de tudo e muito mais que vem recebendo ao longo da carreira. Beijos"
Liliam Paixão

domingo, 4 de março de 2012

A quem diga que não constituimos família.



Sendo mais um dos muitos gays que querem ter um filho....só tenho a desejar uma boa sorte aos pais e nossos Parabéns pela histórica atitude.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Site Gospel acusa Movimento LGBT de julgar religião de Cláudia Leitte


Hoje lendo meus e-mails fiquei surpreso com uma reportagem publicada no site GNotícias, um site gospel.
Na reportagem intitulada "Militantes recusam a cristã Claudia Leite como madrinha de Parada Gay", o colunista cita no final da reportagem a seguinte frase:

"Outro detalhe que provavelmente incomodou os militantes é o fato de a cantora, apesar de rejeitar ser associada a religiões, ser conhecida por sua fé e já ter afirmado acreditar em Jesus como seu salvador."

Sinceramente fiquei transtornado com a questão, por vários motivos. No mesmo site, Cláudia Leite é crucificada por aceitar o convite da GGB, inclusive com comentários fortes sobre ela e os movimentos LGBT, como li em um que dizia ser um "evento imoral".

Participei de TODAS AS DISCUSSÕES sobre esse assunto principalmente no Facebook e não foi citado em nenhum momento, repito, em nenhum momento foi citado a relação de Cláudia Leite com religiões ou Jesus ou qualquer coisa relacionada à religião. Nossas postagens, opiniões, textos e tudo o que foi publicado inclusive na petição pública, abordamos claramente a razão de nosso movimento contrário ao convite:

"“ Claudia Leite e seu marido declararam que NÃO gostariam que o filho fosse gay, mas que fosse MACHO (sic), e embora a cantora tenha buscado retratar-se em seu blog, a retratação apenas reafirmou sua posição diante da questão LGBT, o que nos faz ficar certos de que a cantora não tem nenhum envolvimento com a causa LGBT”.

“Neste ato, nós militantes em defesa da plena cidadania e igualdade de direitos LGBTs, envolvidos na luta pelo combate a homofobia e a transfobia, solicitamos ao prof. Dr. Luiz Mott e demais representantes do GGB (Grupo Gay da Bahia), pessoas com admirável histórico de luta, de reconhecido esforço e incansáveis na defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil, que repensem a escolha da cantora Cláudia Leite para ser a madrinha da 11ª Parada LGBT da Bahia”.

Qual a razão da mentira? A razão da falsa informação? Enfraquecer o movimento LGBT ou montar no lombo do assunto?


Repudio a atitude grosseira e falsa do site em questão, que evidentemente pegou carona no movimento e inseriu essa frase para fazer o que eles, fundamentalistas, adoram fazer... criar polêmicas com fontes sem consistência e veracidade.


Por Erik

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Garoto do ES se suicida após homofobia na escola

Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim 
como devo ser."

Chico Xavier

O último esforço que teve o garoto Rolliver de Jesus, foi o e passar em seu pescoço a cinta de sua mãe e se enforcar em busca de paz.Segundo uma colega, na sexta-feira antes do Carnaval, Rolliver foi animado para a escola, mas crianças e adolescentes fizeram uma roda ao redor do menino, que foi humilhado e empurrado sendo chamado diversas vezes de  de gay, bicha, gordinho. Segundo a amiga essas humilhações eram comuns e Rolliver quase sempre ia para casa chorando.A mãe de Rolliver contou que não somente a escola, mas também o conselho tutelar sabia do caso, porém a escola não tomou as iniciativas corretas com o caso.  "Eu não tinha denunciado a situação desse meu filho, mas de outro. O Conselho Tutelar também sabia. Eu pedi o remanejamento dos meus três filhos, mas disponibilizaram vagas em escolas diferentes", lamentou a mãe que não aceitou  decisão da escola. 
Penso e reflito sobre esse caso e fico realmente triste. Se um adulto gay, uma travesti já são assassinados brutalmente a cada dia por ter uma orientação sexual diferente e por quererem viver sendo eles mesmos, imaginem uma criança tirar a sua própria vida não suportando a humilhação e o desrespeito  se crianças da sua mesma idade.O que fazer? Difícil não é responder, é sim por vezes colocar em prática as ações corretas.A escola é o primeiro momento da vida de uma pessoa, é a porta de entrada para tudo que ela poderá suportar na vida. É na escola que essas crianças provavelmente formarão suas opiniões, se descobrirão sexualmente e socialmente também, é talvez a fase mais importante de todos nós.Enfim , deixo aqui minha solidariedade e tristeza desse fato lamentável, mas também deixo registrado a vontade de fazer mais a cada dia por todos os gays em geral. Esse deve ser nosso pensamente, pois quando um gay é morto em qualquer lugar do mundo que seja, nós, TODOS nós, só perdemos!
Por Erik

Psicóloga, Umbandista e Heterosexual repudia "cura gay".

Não falta mais nada... como Psicóloga, Umbandista e Heterosexual estou indignada!!!

Após exorcisar, em rede nacional, ex candomblecistas e ex umbandistas, nossos irmãos evangélicos resolveram exorcisar os homosexuais. Até aí, apesar da intolerância, violência e discriminação em rede nacional, respeita-se por ser uma opção religiosa mas, agora, a bancada evangélica quer obrigar, através de um decreto, o Conselho Federal de Psicologia (órgão máximo da minha profissão) a "curar" pessoas embasando-se na tese que a opção sexual, assim como, a religiosa, é uma doença/transtorno ou "coisa do demônio"?
Eu, enquanto psicóloga, não posso intervir dessa forma na decisão das pessoas, ao contrário, tenho a obrigação de facilitar o processo de auto conhecimento, buscando fortalecimento do ego e diminuição de conflitos internos, de cada ser humano que me procura, respeitando sua individualidade.
Essa postura, se aprovada, irá tirar toda a autonomia e autoridade do profissional de saúde mental, pois teremos que agir com falta de ética, direcionando pessoas para a "cura em nome de Deus", por uma determinação legal mas não profissional, sem relatar as questões emocionais, já que sou psicologa humanista.

Parabéns a nós, psicólogos umbandistas, que ainda não conseguimos eleger representantes da nossa religião/profissão e, com isso, continuamos tentando sair do fundo dos quintais e nos mantemos a mercê das fantasias e devaneios de alguns irmãos que se fortalecem, a cada dia, nos 4 Poderes (Legislativo, Executivo, Judiciário e Mídia).

Alterar o nosso Código de Etica Profissional é muita coisa... perdoem o desabafo mas, se continuarmos por esse caminho, em breve, ou nos declarmos evangélicos libertos dos poderes do "demônio" ou seremos nós, as oferendas na fogueira santa!

Psic. Ma. Arley Lobo

Está ai gente, um ótimo texto de uma pessoa HUMANA e cheia de luz no coração, além é claro de ser uma grande profissional da Psicologia.
Achei interessante e compartilho com vocês!

Bjos

Erik

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

2ª Marcha Pelo Estado Laico em São Paulo





"Para todos que estão cansados de leis e sentenças judiciais baseadas em livros sagrados, da influência desproporcional de grupos religiosos sobre o Executivo, opressão de mulheres e LGBTs, ataques a religiões indígenas e afrobrasileiras, privilégios como horário em rádio
s e TVs e isenção tributária para igrejas, símbolos religosos em prédios públicos e até no nosso dinheiro, vamos lutar pelo pelo fim da influência religiosa no Estado!! Afinal, este é um ESTADO LAICO e não uma teocracia, mas, se não fizermos nada o quanto antes, vai ficar parecendo cada vez mais com uma."

Marcha começa no vão do MASP e seguirá sentido Anhangabaú.

Observação para os manifestantes:

Não vá para a marcha na intenção de destruir o patrimônio público, queremos ser ouvidos, não presos.

Fantasias de padres, pastores e afins, são bem-vindas desde que tenha relação com o protesto. Sendo assim providencie tais fantasias quanto antes, visando que a data provavelmente não mudará novamente.

Use sua criatividade nas placas e cartazes que levar, evite erros ortográficos, evite palavrões, seja direto nas mensagens. Novamente lembrando que queremos ser ouvidos e não sermos tachados de analfabetos ou antiéticos.

A marcha não é "anti-religiosa", lembre-se disso. Estamos lutando apenas pelo estado laico ou estado emancipado, sendo assim direcione suas críticas á religião cristã, que é a religião apoiada pelo governo com maior ênfase atualmente.

Se a polícia militar ou CET aparecer na marcha, não se preocupe, faz parte. Não parta para cima das viaturas ou dos PM, eles estão lá para garantir nossa segurança e não para nos omprimir.

Se a mídia aparecer na marcha, não se acanhe, faça-se ser ouvido, fale, mostre a sua cara, é essa a intenção da marcha.

Lembrando sempre que uma marcha sem brigas, sem tumultos, sem drogas, sem armas e com muita paz e harmonia é simplesmente essencial.

Evento Facebook: 
http://www.facebook.com/events/325719334131899/

Deputado João Campos de Goiás propõe legalização da "cura gay"

João Campos, PSDB - GO
Segundo João Campos (PSDB\GO), líder da fente parlamentar evangélica, o Conselho Federal de Psicologia "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional".
A medida visa a mudança de um decreto legislativo de 1999, que impõe a proibição de qualquer órgão divulgar ou tratar da homossexualidade como um transtorno mental.
Segundo o Diversidade Tucana, "o caso já está sendo acompanhado e o secretariado irá fazer o possível para reverter a situação" e completa "Atuaremos incansavelmente para que o restante da
bancada do PSDB se coloque firmemente CONTRA essa aberração!"

Muito me preocupa o caminho da política nesse país, pois a bancada evangélica, andam dizendo, não tem força para mudar a política desse país, mas penso o contrário.
O Brasil é um dos países mais religiosos do mundo e SIM eles tem força e se unem quando precisam para conseguir o que querem. A algum tempo estamos vendo a laicidade do estado indo por água abaixo e mais esse novo caso da crônica homofobia de João Campos, pode novamente botar nossa liberdade em cheque. 
Curar gay. Isso sim é aberração e transtorno mental. Tenho segurança em dizer que este senhor perdeu a sanidade e deve ser tratado como louco.

Gay, a doença do século

É sempre bom lembrar que:

As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão. Desde 1973 a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade uma doença.No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a homossexualidade um desvio sexual e, em 1999, estabeleceu regras para a atuação dos psicólogos em relação às questões deorientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e/ou cura da homossexualidade.No dia 17 de maio de 1990, a Assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde(sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação Internacional de Doenças (sigla CID).Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.

Fonte: Wikipédia


Por Erik

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Há exatos 67 anos, as primeiras experiências médicas de castração de gays

Milhares morreram nas mãos de médicos em experiências destinadas a localizar o “gene gay” de forma a encontrar “cura” para as futuras crianças arianas homossexuais
Em 1º de outubro de 1944, a primeira de duas séries de experiências médicas envolvendo castração são levadas a cabo em homossexuais no campo de concentração de Buchenwald, perto da cidade de Weimar, Alemanha. Buchenwald foi um dos primeiros campos de concentração instalados pelo regime nazista. Construído em 1937, foi um complemento aos campos do norte, Sachsenhausen, e sul, Dachau, e foi erguido para nele se utilizar o trabalho escravo nas fábricas de munição locais, 24 horas por dia em turnos de 12 horas.
Embora tecnicamente não fosse um campo de extermínio, pois lá não havia câmaras de gás, não obstante eram comuns centenas de prisioneiros morrerem por desnutrição, doenças, maus tratos e execuções. Na verdade era uma câmara de horrores, onde experiências médicas dos tipos mais cruéis eram realizadas com prisioneiros contra sua vontade. As vítimas eram amiúde e intencionalmente injetadas com diversas infecções a fim de se testar vacinas. 
A eutanásia era também praticada regularmente contra prisioneiros judeus, homossexuais, ciganos e doentes mentais. Durante o holocausto, a perseguição aos homossexuais continuou. Muitos foram enviados para campos de concentração, obrigados a portar o triângulo rosa como identificação. As estimativas sobre o número de homossexuais mortos nos campos varia muito, entre 5 e 15 mil. Os números mais elevados incluem gays que eram judeus e/ou comunistas. Hitler acreditava que a homossexualidade era um comportamento degenerativo que ameaçava a capacidade do Estado e o caráter masculino da nação.
Os gays eram denunciados como “inimigos do Estado” e acusados de “corromper” a moral pública e ameaçar o crescimento populacional alemão. Líderes nazis, como Himmler, consideravam também que os homossexuais eram uma raça à parte e promoveram experiências médicas em que tentavam encontrar alguma deficiência hereditária que julgavam ser a causa da homossexualidade. 
Muitos morreram nas mãos de médicos em experiências destinadas a localizar o “gene gay” de forma a encontrar “cura” para as futuras crianças arianas homossexuais. Enquanto muitos defendiam que os homossexuais deviam ser exterminados, outros pretendiam que a legislação banisse sexo entre homens ou entre mulheres.
Os tratamentos aos gays nos campos de concentração eram excessivamente cruéis. Além de serem agredidos por guardas, eram perseguidos muitas vezes também por outros prisioneiros. Sob a política do Arbeit macht frei (O trabalho faz a liberdade) nos campos de trabalhos forçados, recebiam regularmente os trabalhos mais pesados ou perigosos. Os soldados da SS utilizavam muitas vezes o triângulo rosa como alvo para prática de tiro. Esse tratamento cruel pode ser atribuído tanto às opiniões dos guardas da SS como às atitudes homofóbicas generalizadas na sociedade alemã da época.  
A marginalização dos gays na Alemanha refletia-se nos campos de concentração. Muitos foram espancados até a morte por outros prisioneiros. Seu sofrimento não terminou com o fim da guerra, uma vez que as leis anti-homossexuais dos nazis não foram revogadas, como aconteceu com as leis anti-semitas. Alguns homossexuais foram obrigados a completar a pena a que estavam condenados pelo Governo Militar Aliado do pós-guerra na Alemanha.

Fonte:

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Depoimento de Gustavo Campo. Vítima de homofobia familiar. Ajudem








Olá, tenho 18 anos, nasci em Belo Horizonte e vivo em Contagem - MG, a algum tempo sempre venho sofrendo agressões por ódio ao homossexualismo e repressão religiosa em minha casa, principalmente pelo meu irmão mais velho (Pastor Pentecostal), que é o culpado pelas agressões,
pois ele me agride e eu posso até ser agredido de novo e muito mais por isso, mas estou cansado, desesperado e perdido, dessa vez
resolvi postar e tentar chamar a atenção pra ver se alguma autoridade pode tomar providencias disso, por que já deu polícia militar aqui
e não foi só uma vez, mas não adianta de nada, sempre me apelidam como "boiola", "viado", coisas do gênero, e ainda ao invés de aplicar
a lei que era o certo a fazer, ficam pregando sobre Jesus Cristo e sobre Religião. Não aguento mais, está acontecendo muita coisa e não sei
como fazer, não quero tentar desistir da minha vida novamente, pois eu quero lutar não só por mim mas por todos as outras pessoas que
estão sofrendo algo do tipo ou muito pior. Nos ajude. Seja humano, compartilhe esta imagem para que ajudar esse problema a ser resolvido.
 — 





Post - Facebook


Movimento LGBT pede troca de madrinha da Parada Gay de Salvador.



Tenho orgulho de ter iniciado essa discussão entre a comunidade LGBT, enquanto todos estavam ludibriados com a festa do carnaval, colocamos em discussão um assunto que já estava esquecido, Cláudia Leite e suas manifestações irresponsáveis cometidas em uma entrevista no ano de 2008.
Hoje a discussão ganhou âmbito nacional inclusive com a criação de uma petição pública pedindo a retratação do GGB (Grupo Gay da Bahia) sobre a escolha da madrinha da Parada do Orgulho Gay de Salvador.

Voltando ao assunto, creio que devemos salientar a nossa verdadeira luta sobre esse assunto, pois nesse momento é de tal importância que visamos esse convite sem qualquer base. Estive presente em algumas manifestações do movimento pelo Facebook e é muito pertinente que comecemos a endossar nossa posição.

Segundo Mott, “Mesmo que o novo simpatizante esteja nos ludibriando, o que vale é o efeito positivo de sua conversão a nossa bandeira. o resto é resto.”. 
Queremos representantes de fato e não barulho. Mott é um cara de qualidade nisso. Se for para fazer barulho, pensamos outro modo, mas usar uma bandeira em branco? O resto é resto para ela, com certeza que vai se "retratar" e achar que a partir daí acabou o movimento contra suas declarações irresponsáveis!

Juliana Novaes deixou certa nossa posição contra Cláudia Leite no fórum do grupo "Todos Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia" quando diz: "O problema não é ela participar da parada, mas ser eleita madrinha do evento, sendo que ela não faz parte do movimento gay, nem de combate à homofobia.”. 

E destaco mais um comentário de grande valia para esse movimento, que vem de Laffayete Alvares; “Não deve ser madrinha porque não representa e nunca representou em nada a comunidade.”.

Nossa luta nesse momento é a troca de madrinha e a promoção desse caso que evidente, além da homofobia, a principal causa é a escolha inapropriada pelo movimento baiano da referida artista.

Confira e participe das discussões no grupo  "Todos Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia”.

No perfil de Mott

Assine a Petição Pública para mudança da madrinha da Parada Gay de Salvador de 2012

Evento no Facebook


Por Erik

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ABGL-PT - Nossa nova representante!



“Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT foi criada em 31 de janeiro de 1995, com 31 grupos fundadores”. 
Hoje a ABGLT é uma rede nacional de 237 organizações afiliadas. É a maior rede LGBT na América Latina.
A missão da ABGLT é Promover ações que garantam a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma sociedade democrática, na qual nenhuma pessoa seja submetida a quaisquer formas de discriminação, coerção e violência, em razão de suas orientações sexuais e identidades de gênero."

Fonte: Site ABGLT

Há algum tempo tenho identificado um declínio da ABGLT em questões partidárias ligadas ao PT. O atual presidente da Associação, Toni Reis, vem conduzindo a mesma com estranha simpatia pelo governo federal, simpatia essa totalmente sem qualquer nexo com a nossa realidade.
Toni Reis tem estado em lua de mel com o governo desde Lula, quando se deu a 1° Conferência Nacional LGBT e desde então parece ter gostado do acolhedora asa de Dilma, mesmo com todos os transtornos que estamos tendo desde as eleições de 2010.
Toni já havia na mesma oportunidade das eleições, declarado publicamente seu voto á então candidata Dilma, quando a mesma nos trocou pelo voto dos evangélicos e até assinando uma carta com a bancada da família se comprometendo a nos vetar qualquer que seja os projetos apresentados.
Sendo a ABGLT uma associação apartidária e representante de um movimento e de uma população inteira, não deveria seu presidente adotar uma postura dessas, sendo qualquer que seja sua opinião estando no cargo a qual ocupa, deveria guardar para si.
Durante esse primeiro ano de governo Dilma, tivemos várias derrotas em âmbito nacional, a qual ao invés de cobrar explicações e monitorar duramente esses momentos, não o fez!

Seguindo os inexplicáveis rumos da ABGLT, devemos destacar a reunião em portas fechadas que Toni Reis junto a Senadora Marta Suplicy realizaram com a bancada evangélica para enfraquecer a PLC122\06 e mudar drasticamente o texto original descaracterizando o real objetivo do projeto de lei. Não ouve respeito e nem maturidade da parte de Toni ao fazer isso. Sabendo da reunião, este deveria ser o primeiro a chamar e mobilizar a militância para o caso, chamar a atenção para os novos objetivos do governo para com o PLC.

E agora se não a maior das besteiras já realizadas pela ABGLT, seria uma das principais, foi à declaração de parabenizarão da Associação por Zé Dirceu. Isso meus queridos leitores, o mesmo que se esvaiu pelas portas de trás do Planalto Central pelo seu comprovado envolvimento com atos corruptos do governo Lula.

Leiam:

ABGLT parabeniza Zé Dirceu pela defesa da cidadania de todas as pessoas

Prezado José Dirceu de Oliveira e Silva -  Companheiro Zé Dirceu, de tantas lutas  contra todas as formas de opressão. 

Como profissional de direito, articulista e político, você foi muito feliz ao defender a laicidade do Estado e o direito das pessoas à individualidade, à autonomia, à dignidade, à igualdade*.

Estamos perplexos  com certos posicionamentos do governo federal que não estão de acordo com as bandeiras históricas do PT - que tem uma trajetória de compromisso com os direitos humanos e com o combate à homofobia.

Estamos  realmente preocupados com o rumo  que está tomando a discussão sobre os direitos  das pessoas LGBT no   Brasil, particularmente no último ano no executivo e  legislativo:

- o projeto de criminalização da homofobia está parado no Congresso Nacional.

- houve um veto explícito do material educativo do projeto Escola sem Homofobia, do Ministério da Educação, pela própria presidenta  Dilma.

- houve, agora, um veto/censura  à campanha de prevenção de  AIDS no Carnaval, segundo consta, novamente determinado pela presidenta Dilma.


Estes são apenas três exemplos de retrocesso na caminhada pela garantia da igualdade entre todas as pessoas, no combate à violência, ao preconceito, à discriminação.

Como diria nosso querido Lula: "nunca antes neste país" o governo federal foi tão pautado por posições das bancadas religiosas fundamentalistas, que não têm compromisso com os direitos humanos.

Estamos ocupando espaços na mídia e no Ministério Público para denunciar esses problemas. Além de já ter feito denúncias nos espaços  de  controle  social em que estamos  representados (Conselhos, Grupos  de  Trabalho, Conferências  entre outros)  E  em breve faremos todas as denúncias internacionais  com os devidos protestos de rua que aprendemos a fazer durante todos esses anos de luta.

Agora mesmo voltamos às ruas na III Marcha Nacional Contra Homofobia. Queremos que o governo federal retome as políticas de combate à homofobia e tire do papel as diretrizes aprovadas na II Conferência LGBT, ocorrida em dezembro de 2011.

É fundamental pautar esta discussão dentro do Partido dos Trabalhadores, como você bem recomenda. Afinal, o PT é o Partido da Presidenta Dilma e é o depositário de tantas esperanças dos movimentos sociais e de milhões que lutaram e lutam por transformação e justiça.

Parabéns pela lucidez e pela forma tranquila, mas firme, com a qual você abordou um tema tão caro para a comunidade LGBT brasileira.

Parabéns por estar firme e forte no bom combate em favor das causas justas, contra todo e qualquer tipo de discriminação e preconceito, pela garantia da laicidade do Estado.

Toni Reis
Presidente da ABGLT

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Ora, já se faz o momento em que Toni Reis deve parar de testar nossa inteligência e ser homem suficiente de se engajar nas lutas petistas e deixar a presidência da ABGLT, que não tem espaço para partidos. A associação tem outros objetivos que estão sendo deixados para trás envergonhando toda uma militância.
Se lutamos por um movimento apartidário ou mesmo justo um com os outros, o que faz a ABGLT assumindo posições realmente sérias com o governo federal?
Governo esse que tem dado uma lição de como conduzir políticas de Direitos Humanos para o buraco.


"Matar um leão por dia é fácil, difícil é conviver com as cobras do dia a dia”.

Por Erik Henrique

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